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Familiares pedem nova investigação sobre morte de ex-marido da mãe que matou filho em Planalto

7 de outubro de 2020
Foto: Rádiu Uirapuru

Familiares pediram reabertura da investigação que apurou morte de ex-marido de mãe que matou filho em Planalto. A morte do menino Rafael Winques em Planalto, serviu de estopim para reacender um universo de dúvidas na família Duogokenski.

O sobrenome da família ficou conhecido em todo o Estado depois que Alexandra Duogokenski, assumiu ter matado o filho e escondido o corpo em uma caixa de papelão na casa vizinha onde morava com os dois filhos.

O nome de Alexandra estampou manchetes em todos os noticiários especialmente durante os 11 dias em que o menino ficou desaparecido.

O sobrenome Duogokenski, Alexandra herdou do primeiro marido, José Duogokenski, de 32 anos, pai do irmão mais velho de Rafael Winques.

Suicídio em dúvida

José foi encontrado morto no quarto de casa em que vivia com a mulher e o filho em 5 de fevereiro de 2007. A polícia concluiu o inquérito policial que apontou um suicídio e o caso foi arquivado.

Naquela fatídica noite, Alexandra, o filho com três anos a época, e o marido eram os únicos que estavam em casa no município de Farroupilha onde viviam. José Duogokenski teria sido encontrado no quarto do casal pendurado a uma corda atada ao pescoço já sem vida.

Reabertura da investigação

A advogada Maura da Silva Leitzke, que possui escritório de advocacia em Passo Fundo, representando os interesses dos Duogokenki, solicitou nesta segunda-feira, 6, a reabertura da investigação.

Familiares veem no pedido esperanças de esclarecer o caso definitivamente já que semelhanças entre a morte de José e de Rafael foram apontadas pelos mesmos. Parentes próximos de José Duogokenski dizem que Alexandra teria se mostrado indiferente durante o velório do marido e que cerca de 20 dias após seu falecimento já havia ido morar com um novo companheiro, que viria a ser o pai de Rafael Winques aumentando as dúvidas de que o homem, de fato, teria cometido suicídio.

Um perito particular foi contratado pela família e um novo laudo dá outra versão aos fatos ocorridos na residência do casal. O laudo da perícia apontou nove pontos que podem mudar a história da morte de José.

Segundo o perito, em seu depoimento Alexandra contou que ao ver o marido morto, subiu na cama, pegou o corpo de José e cortou a corda que havia sido atada ao seu pescoço. O responsável pelo laudo pericial acredita que pelo porte físico de Alexandra, ela não conseguiria fazer isso. Na reconstituição da morte do filho, a mulher não conseguiu carregar o boneco que simulava Rafael Winques e que pesava 40 quilos. José quando morreu pesava 90.

Outra dúvida apontada pela perícia diz respeito aos lençóis brancos estendidos sobre a cama no local onde José teria se enforcado. Fotos da perícia mostram o homem com os pés sujos. Alexandra também teria subido na cama, porém, segundo a perícia, não haviam marcas nos lençóis.

Em mais uma dúvida levantada pela perícia, o laudo produzido diz que José estaria embriagado na noite onde foi encontrado morto. Para o perito contratado pela família, bêbado como José estava, não teria condições para planejar e executar toda uma sequência de ações antes de ter se suicidado.

Quanto a reabertura efetiva do caso, a advogada Maura da Silva Leitzke disse que o pedido foi entregue em Farroupilha nesta segunda feira, 06. “Ontem estivemos em Farroupilha e conversamos com o promotor que cuidou a época do caso. Ele nos disse que não tem problema algum em pedir a reabertura para se chegar a verdade” concluiu a advogada.

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Fonte: Rádio Uirapuru
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