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Farmacêutica larga carreira de 20 anos e abre pet café no RS

27 de dezembro de 2017
O ano se aproxima do fim e é hora de fazer aquele balanço do que passou: o que deu certo? E o que deu errado? Você cumpriu a meta que traçou lá no início? A farmacêutica Rafaela Rigoni, de 42 anos, pode dizer que sim. Em janeiro de 2017, ela parou de adiar o sonho de abrir o próprio negócio – mas o plano nada tinha a ver com bulas e medicamentos.

Ao lado do marido, o professor de educação física Darlei Nunez, de 54, ela uniu duas paixões em uma ideia: um café com temática pet. "Eu queria alguma coisa que eu curtisse um dia inteiro de trabalho e o resto da minha vida. Juntei café e cachorros. As duas coisas que a gente mais ama", afirma ela.

Natural de Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul, Rafaela consolidou a carreira de farmacêutica em Porto Alegre. Foram mais de 20 anos trabalhando em farmácias e drogarias. Mas a guinada profissional de Rafaela não significa que ela não gostava da carreira.

"Adorava a minha profissão. Me considero uma farmacêutica barista hoje. Afinal, eu continuo manipulando coisas, criando fórmulas e trabalhando com gente, que eu adoro", comenta ela, que fez dois cursos de barista neste ano.

Além disso, o marido fora demitido da escola onde trabalhava. Portanto, o momento de empreender era bem oportuno.

"No meu caso, foi meio compulsório, digamos assim, diferente um pouco da Rafaela. Eu preciso me reencaixar, e a ideia da cafeteria veio junto disso", conta Darlei. "Nosso objetivo nunca foi ficar rico, até porque não é assim mesmo. Mas era ter uma boa atividade, ficar à vontade".

O dinheiro economizado por alguns anos foi finalmente usado parar tirar o desejado investimento do papel. O local escolhido fica no bairro Floresta.

Com três vira-latas em casa – Spider, Caramelo e Pitoca, todos adotados –, o casal inspirou-se em ideias que se popularizaram em outras partes do mundo. Em países da Europa e da Ásia, os frequentadores dos pet cafés circulam livremente junto aos animais.

No Brasil, no entanto, as normas são diferentes para estabelecimentos onde se preparam, manipulam, fabricam ou vendam produtos alimentícios. Por exigência da Vigilância Sanitária, os bichinhos precisam ficar em uma área separada.

"Eles sequer podem passar dentro da loja, sem que seja por uma passagem que isole o ambiente, por exemplo", explica Darlei.
No café do casal, um espaço fica logo na entrada. Existe um "petstop", onde há brinquedos, como bolas e ossinhos, pote de água e até saquinhos plásticos para remover o cocô.

Na parte de dentro, o ambiente é decorado com patinhas pintadas no chão e retratos de cães pendurados na parede. O cardápio, com bebidas, salgados e doces, inclui cafés como o pitbull, reforçado com uma dose de licor, para fazer jus ao nome, e o poodle, que leva chantilly.

"São os dois mais pedidos da casa", diz Rafaela. "O cardápio tinha que ter nome das raças dos cachorros. Até começou meio enxuto, com os cafés mais tradicionais, mas tive que ampliar a oferta e acabei criando novos sabores. Os clientes falavam que não tinha as raças dos bichanos deles ali", ri a barista.

O acompanhamento é um biscoito em formato de osso. "É a nossa marca", completa.

A ideia agora é ampliar o negócio, que não tem nem quatro meses. "Posso dizer que, em 2017, eu virei a página mesmo. E para 2018, a página está em branco, mas cheia de ideias", vibra Rafaela.

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