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Fecoagro divulga projeção de quebra de 30% na safra de trigo

21 de outubro de 2020

A colheita do trigo segue em andamento no Rio Grande do Sul. Em regiões de clima mais quente, como as Missões, por exemplo, cerca de 50% da área já foi colhida pelos produtores. Embora houvesse uma euforia no início da safra, problemas climáticos e de mercado trouxeram um novo cenário para a cultura, segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires.

Conforme o dirigente, houve um investimento do produtor no cereal. Entretanto, a geada seguida de seca nas últimas semanas prejudicou o potencial produtivo de plantas. A projeção é de que a cultura deverá ter uma quebra de safra de pelo menos 30% ante as expectativas iniciais.

Pires afirma que os produtores passaram da euforia para a frustração. No início do plantio houve aumento de 26% de área e o Rio Grande do Sul sonhou em colher 3 milhões de toneladas de trigo. Paulo reitera que a geada em 22 de agosto levou parte deste potencial produtivo e depois a seca, somando dois eventos climáticos em uma cultura só. Com a nova projeção, essa produção não deve passar de 2,2 milhões de toneladas.

Outra questão, de acordo com Pires, é o aproveitamento dos preços de mercado atuais, pois as vendas futuras feitas pelos agricultores ficaram com valores defasados, o que comprometeu ainda mais a renda dos produtores. Segundo ele, os preços excepcionais que o produtor de trigo tem hoje, mais de R$ 70,00 a saca (hoje a cotação na região de Ijuí está em R$ 75), não serão aproveitados por muitos produtores, pois cerca de um milhão de toneladas dos 2 milhões de toneladas previstos para a colheita estão comprometidos com contratos futuros com preços bem abaixo.

O presidente da FecoAgro/RS salienta também que este será um ano bastante difícil para a triticultura gaúcha.

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Fonte: Fecoagro RS / G1
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