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Frente Parlamentar de Combate à Pirataria é lançada na Fecomércio-RS

12 de agosto de 2019
Diante de um público formado por autoridades, parlamentares e representantes de entidades, foi lançada, na manhã dessa segunda-feira (12), a Frente Parlamentar de Combate à Pirataria, na sede da Fecomércio-RS, em Porto Alegre. Somente em 2018, a informalidade movimentou mais de R$ 70 bilhões apenas no Rio Grande do Sul, com prejuízos superiores a R$ 5,6 bilhões, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas.

Presidente do grupo de trabalho na Assembleia Legislativa, o deputado Issur Koch (PP) disse que a Frente irá trabalhar em três eixos: Educação, Legislação e Repressão. “A sala de aula tem papel decisivo para as mudanças que queremos construir. É pelo estudante que se chega à família. Do contrário, estaremos enxugando gelo”. 
 
O deputado disse que, em conjunto com a Comissão de Combate à Informalidade, já atua na elaboração de legislação para regulamentar as feiras itinerantes, além de dar apoio às forças policiais no combate à economia subterrânea. “A Casa Civil deu sinal verde para essa solicitação. Na legislatura passada, tivemos um projeto que foi aprovado pela Assembleia, mas vetado pelo governo do Estado, que entendeu haver vício de origem. Sanado esse problema, vamos dar sequência à essa pauta”, enfatizou.

Fecomércio
Para o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a prática da venda de produtos atinge diretamente o comércio legal. “A economia subterrânea provoca o movimento de R$ 1,17 trilhão no País, ou 16,9% do PIB. Esse quadro piora quando vemos que a venda pirata está relacionada a crimes de contrabando de armas e drogas”, afirmou.

Durante o evento foram apresentadas ações da Comissão de Combate à Informalidade da Fecomércio-RS e do Fórum Nacional Contra à Pirataria. O presidente do Fórum, Edson Vismona, elogiou a iniciativa de Issur Koch. “Esse trabalho precisa se estender às demais Assembleias Legislativas do País. Precisamos ter a coragem de dizer à sociedade que a pirataria é como uma praga, que alimenta o crime organizado. Apenas em São Paulo, foram aprendidas 1650 toneladas de produtos ilegais no primeiro semestre deste ano”, apontou.
 
Com a experiência de quem combate o contrabando desde 1992, Vismona disse que somente a união de esforços será possível combater o crime. “Coordenação e união é a única maneira de enfrentarmos o crime organizado”, finalizou. 

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Fonte: ALRS

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