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Frustração no leilão do pré-sal traz reflexos à economia da região, avalia economista Dilson Trennepohl

7 de novembro de 2019

O governo pediu um valor alto demais pelos quatro campos de petróleo do pré-sal da Bacia de Santos que foram a leilão nesta quarta-feira (06) e o resultado acabou sendo frustrante, avaliou o professor de economia da Unijuí, Dilson Trennepohl.

A expectativa do governo era receber R$ 106,5 bilhões por quatro áreas de exploração, e o valor arrecadado foi de R$ 69,9 bilhões por dois desses campos (Búzios, o mais valioso, por R$ 68,2 bilhões, e Itapu por R$ 1,7 bilhão).
Os outros dois campos (Sépia e Atapu) não receberam ofertas. A frustração, segundo o economista, diz respeito a expectativa não alcançada, já que muitos municípios da região iriam receber um valor já determinado, que agora vem pela metade.

“Precisamos debater sobre a situação pública e a finança dos municípios e estados. Esse dinheiro iria contribuir muito às regiões que receberiam os valores, porém, isso não dá direito de sair acabando com os municípios” avalia o professor, fazendo referência a recente proposta do Governo Federal em extinguir municípios com até 5 mil habitantes com dificuldade de arrecadação.
“Se observarmos aqui pela região, não é Bozano e Coronel Barros por exemplo que tem os maiores problemas financeiros em suas prefeituras. Extinguir essas cidades não vai resolver a situação, já que os maiores problemas estão em estados como o Rio de Janeiro, São Paulo e municípios como Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo, por exemplo”

Segundo o economista, estes pequenos municípios estão se organizando e as comunidades estão entusiasmadas, extingui-los não seria uma alternativa inteligente para resolver problemas relacionados a economia.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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