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Fumaça dos incêndios na Austrália podem chegar no RS e causar impactos na saúde e na agricultura

6 de janeiro de 2020
A Austrália vive um dos piores incêndios florestais dos últimos anos, com focos que começaram em setembro do ano passado. O fenômeno é causado pela combinação de temperaturas superiores a 40 ºC, pouca chuva e fortes ventos. As queimadas já atingiram mais de 6,3 milhões de hectares de terras pelo País, uma área do tamanho da Áustria. Foram destruídos milhares de prédios e cidades ficaram sem eletricidade e sinal de telefonia móvel.
Contudo, o Brasil também poderá sofrer consequências. A fumaça causada pelos incêndios florestais, pode chegar ao Rio Grande do Sul, segundo a Somar Meteorologia. 
De acordo com a imagem em anexo, do satélite da agência norte americana NOAA, a Somar Meteorologia explica que é  possível ver uma pluma de fumaça proveniente da Austrália cruzando a Argentina e Chile.  O principal fator é a circulação de ventos no alto da atmosfera, os chamados “jatos” – que são uma corrente de ventos mais intensos que sopram de oeste para leste.
Além disso, a Somar Meteorologia destaca que uma frente fria se aproxima do Rio Grande do Sul e, atrás desta, ventos que sopram de sudoeste também ajudam no transporte da fumaça para o sul do Brasil. Por conta do material particulado presente na pluma de fumaça, a formação de nuvens fica um pouco acima do normal, podendo estender o período nebuloso.
O principal impacto da fumaça é na saúde humana. A combinação da umidade do ar baixa com a fumaça é muito prejudicial ao sistema respiratório. Se houver chuva e pegar a fumaça, os particulados da fumaça chegam ao solo e podem trazer prejuízos para lavouras, pecuária, açudes e quaisquer outros reservatórios de água, além de provocar uma chuva mais ácida.
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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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