Busca rápidaX

MANCHETES

Funcionários pedem investigação de hospital em Santa Rosa

1 de junho de 2017
 O hospital filantrópico Dom Bosco em Santa Rosa, no Noroeste do Rio Grande do Sul, terá que prestar esclarecimentos ao Ministério Público após funcionários denunciarem a entidade por má gestão de recursos públicos.
 
Os trabalhadores reclamam da falta de remédios, produtos de limpeza e até de comida para os pacientes. A direção nega as irregularidades, mas admite passar por dificuldades financeiras.
"Está faltando até alimentos na cozinha para os próprios pacientes e os acompanhantes, familiares, eles reclamam da comida que está sendo pouca. Além de ser pouca, ainda não tem variedade, não tem lanche da tarde", relata um funcionário, que pediu para não se identificar.
 
]Por meio de imagens, os funcionários denunciam a falta de produtos de limpeza, o que fez com que a higienização ocorresse apenas com água. "A gente precisa daqueles produtos químicos fortes para limpar, fazer limpeza no chão, até nas próprias camas. Está sendo lavado com água pura quando não tem", diz uma denunciante.
 
Conforme a denúncia, as camas não têm forro, e são improvisadas capas de edredom ou uma travessa para cobrir sujeira de sangue de pacientes que passaram por cirurgias. A falta de forro no teto fez também com que as goteiras tomassem conta do local.
Os funcionários do hospital reclamam ainda do atraso no pagamento salarial, e alegam ter recebido R$ 600 no mês passado. Desde 2014, o hospital é alvo de três ações trabalhistas coletivas.
A situação de atrasos tem gerado paralisações e greves. "Tem que trabalhar por amor à camiseta, até isso chegam a dizer", afirma uma funcionária.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais de Saúde (Sindisaúde), Lino Puhl, existem "questões trabalhistas que não são cumpridas, até o próprio vale-alimentação que não estava sendo cumprido, questões dos salários que não estavam sendo pago, férias que não estão sendo pagas", diz o presidente da entidade.
Conforme Puhl, apesar dos descontos sindicais estarem sendo feitos na folha salarial dos trabalhadores, o dinheiro nãoé repassado para as entidades. A dívida pela falta dos repasses chegaria a R$ 70 mil.
"Nós pedimos para o município a intervenção. Encaminhamos para o Ministério Público (o pedido de) intervenção com auditoria, porque temos que achar uma solução, uma saída para longo prazo", acrescenta Puhl.
 
O presidente do hospital Dom Bosco, Milton Dummel, admite o problema e relata que tem que optar pela compra de medicamentos, alimentos, impostos ou pagar o sindicato."Eventualmente ocorrem atrasos, e ocorreram realmente atrasos para o sindicato", disse Dummel, alegando que não havia dinheiro em caixa para arcar com o compromisso.
Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Acompanhe nas Redes

by @TwitterDev
error: Conteúdo protegido!