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HCI completa 31 anos do primeiro transplante de rins e se consolida como referência no Estado

8 de setembro de 2017
Paciente agradeceu a dedicação da médica nefrologista
O ano de 2017 não poderia ser melhor para a equipe de transplantes de rins do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), que completa 31 anos do primeiro transplante. No último dia 22 de agosto ocorreu mais uma cirurgia, desta vez, da paciente Margid Plegge Dallabrida, que recebeu o órgão de doador vivo, no caso, seu esposo, Mário Dallabrida.

O transplante renal foi considerado um sucesso pela equipe médica e na tarde de quarta-feira, dia 6, ela veio fazer a primeira consulta após a cirurgia. “ Ela era nossa paciente, em hemodiálise, desde agosto do ano passado e em um ano, todos os exames necessários como teste de compatibilidade, foram realizados e  a doador estava na família”, explica a médica nefrologista Maria Leocádia Padilha, que acompanhou todo o tratamento de insuficiência renal crônica da paciente.

Na consulta, a  paciente, emocionada, entregou um mimo para a médica e equipe da hemodiálise, como forma de agradecimento pelo cuidado recebido. “Agradeço a Deus e a esta equipe maravilhosa do HCI, pois hoje me sinto bem, realizada, pois meu marido fez a melhor demonstração de amor, que uma esposa poderia receber”, disse Margit.
 
A médica nefrologista do HCI explica ainda que quando aparece um órgão de um doador cadáver, ele é submetido a exames e os resultados processados ficam à disposição do sistema de classificação de receptores da central de transplantes do estado, onde o programa faz o cruzamento entre os dados do doador e do receptor e apresenta as dez opções mais compatíveis com o órgão, que passam por nova bateria de exames apontando o receptor mais compatível.

"A partir daí, o médico de quem vai receber o órgão, é contatado para responder sobre o estado de saúde deste possível receptor. Se ele estiver em boas condições, é o candidato a receber o novo órgão. Se não estiver bem de saúde, o processo recomeça, seguindo a lista estabelecida, rigorosamente", afirma Maria Leocádia.
 
Neste ano de 2017, além dos 31 anos do primeiro transplante, a unidade de diálise do HCI completa 36 anos de atividades, estando atualmente com mais de 100 pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal ambulatorial contínua, desde então, os transplantes de rins já beneficiaram mais de 90 pessoas, todas pelo Sistema Único de Saúde-SUS.

Para facilitar a doação de órgãos e tecidos, o HCI mantem uma Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, chamada de CIHDOTT, que quando acionada faz o contato com a família do possível doador onde todo o processo de doação é explicado. “ Hoje, estamos entre as três maiores cidades do Estado em números de transplantes renais, mas temos condições de ampliarmos os nossos números”, resume a médica.
 

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