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História de casal que responde cartas enviadas ao Papai Noel vai virar filme

25 de dezembro de 2017

Por alguma razão até o momento desconhecida, o pequeno apartamento do casal Jim Glaub e Dylan Parker, no bairro de Chelsea, em Nova York, foi o destinatário de centenas de cartas enviadas por crianças ao Papai Noel nos últimos sete anos. Mesmo morando a milhares de quilômetros do Polo Norte e sem saber a razão da enxurrada de pedidos de presentes, os dois abraçaram a causa e passaram a responder, uma a uma, as correspondências endereçadas ao Bom Velhinho.

Os pedidos variavam de itens básicos como cobertores, roupas, calçados e alimentos a camas.

— O que mais me emocionou é que os autores eram nossos vizinhos no Bronx, Queens, Manhattan… Eu, simplesmente, senti necessidade de ajudá-los — disse Jim à revista People. 

Agora, a história com um quê de conto de fadas deverá virar filme. Será contada pela diretora Tina Fey, em um longa-metragem que deve chegar aos cinemas em 2019.

Em 2011, número de cartas cresceu
As cartas começaram a chegar ao apartamento no final de 2009, assim que o casal se mudou para Chelsea. De imediato, os dois foram advertidos pelos antigos moradores sobre as mensagens que de vez em quando chegavam ao imóvel, mas endereçadas ao Papai Noel. 

— Eles (moradores) nunca responderam porque eram apenas três ou quatro cartas por ano. E, nos dois primeiros anos que vivi lá, era exatamente isso. Recebi três cartas e, na verdade, nem pensava muito sobre elas — contou Jim, 37 anos, à People. 

Mas algo diferente aconteceu em 2011. Também por algum motivo desconhecido, a partir daquele ano o número de cartas saltou para as centenas — só naquele Natal foram cerca de 450. Então, Jim e Dylan decidiram começar a responder as mensagens. 
Para isso, no início, contaram com a ajuda de amigos próximos para dar conta de tantas correspondências. Mais tarde, o casal decidiu criar um projeto, batizado de "Miracle on 22nd Street" ("Milagre na Rua 22", em tradução livre), que hoje conta até com um site próprio. Nele, pessoas de diversos países se oferecem com voluntárias ao trabalho de responder as cartas e enviar os presentes.

Iniciativa ganhou ares globais
Atualmente, os dois vivem em Londres. Mas, mesmo morando do outro lado do Atlântico, Jim e Dylan correspondem-se com o atual morador do antigo imóvel, que recebe as cartas e as repassa a um amigo do casal, responsável por reuni-las e disponibilizá-las no site do projeto para serem respondidas.

— É tão estranho como isso virou esforço global. Tivemos pessoas do Havaí, do Alasca, da Alemanha, de Londres, da Nicarágua, de Abu Dhabi, de Tóquio, todas ajudando — afirmou Glaub. — Acho que esse é o poder das mídias sociais. Por que uma mulher de Abu Dhabi se importaria com alguma família de Corona, no Queens? Isso é incrível.

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