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Hospital Regional de Santa Maria será 100% para atendimento do SUS, diz secretário

20 de janeiro de 2018
Após um ano e nove meses das obras concluídas, o Hospital Regional de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, vai começar a funcionar pelo ambulatório em cerca de 90 dias e será 100% para atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A administração será do Instituto de Cardiologia.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (19) pelo secretário estadual da Saúde, João Gabbardo. O governador José Ivo Sartori já havia divulgado oficialmente que o Instituto de Cardiologia de Porto Alegre administraria o hospital, mas não havia confirmado se seria totalmente público.

"Nós passamos por sete negociações diferentes até chegar a um acordo com o Instituto de Cardiologia", disse Gabbardo.

Fechado desde setembro, quando terminaram as obras, o investimento custou aos cofres públicos cerca de R$ 70 milhões. Inicialmente era para ser um hospital público destinado a reabiliatação de vítimas de acidente da Rede Sarah, de Brasília, que é referência em todo o Brasil.

Mas o estado alegou que não tinha dinheiro para abrir o hospital e contratar os funcionários. Então, ainda no governo passado, foi assinada uma proposta de parceria com o Hospital Universitário de Santa Maria. Para isso, o estado teria que doar o prédio para a Universidade Federal (UFSM).

No entanto, o atual governo não manteve a parceria e anunciou que escolheria uma instituição filantópica ou privada para administrar o Hospital Regional, atendendo 40% particular e 60% SUS. Agora, conforme o secretário da Saúde, esse impasse foi resolvido e mesmo as pessoas que tenham convênio médico, serão atendidas pelo SUS.

"O Instituto de Cardiologia é um hospital filantrópico. Todos os recursos financeiros devem obrigatoriamente ser investidos no hospital", afirmou Gabbardo.

O Hospital Regional vai atender pacientes de 40 cidades da Região Central do Rio Grande do Sul. O presidente da Associação dos Municípios da Região Central comemorou a decisão do governo do estado.

"O Instituto de Cardiologia realmente é uma empresa que tem uma bagagem muito grande, que sabe fazer gestão de saúde, que sabe fazer gestão de hospitais. Eu acho que é um passo histórico para a nossa região. Então a gente aguarda só o início daquilo que vai definir realmente o que vai ser a gestão do nosso Hospital Regional", ressaltou o presidente da Associação, Léo Girardello.

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