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Hospital Unimed Noroeste/RS está credenciado para captação de órgãos

16 de setembro de 2016
Coordenador da Cihdott, Maurício Rieger, fez a abertura do evento
O Hospital Unimed Noroeste/RS está credenciado oficialmente no Sistema Nacional de Transplantes para captação de órgãos e tecidos. Dessa forma, a notificação de Morte Encefálica (ME) passa a ser obrigatória à Organização de Procura de Órgãos (OPO-4), de Passo Fundo, e à Central Estadual de Transplantes, de Porto Alegre, visando a identificação de possíveis doadores.

Desde o final de 2015 o Hospital Unimed vem se preparando para realizar este tipo de procedimento. A primeira etapa consistiu na criação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott). A formação desta equipe vem atender exigências legais, visto que a legislação determina aos hospitais com mais de 80 leitos a obrigatoriedade de constituir a Comissão.

Cabe a Cihdott envolver-se na identificação de possíveis doadores, atendendo protocolos para o diagnóstico, realizar abordagem com os familiares para o consentimento da doação, bem como articular-se com as instituições responsáveis pela captação de órgãos. A notificação de pacientes com Morte Encefálica às entidades reguladoras deve ser feita obrigatoriamente, independentemente de ocorrer ou não a doação. Após a notificação, as demais etapas do processo são realizadas através do SUS.

Conforme o coordenador da Comissão, médico Maurício Rieger, o trabalho da Cihdott também está atrelado à conscientização dos familiares quanto à Morte Encefálica e a importância da doação de órgãos. Também integram a Comissão as enfermeiras Taísa Lorenzoni Dalla Rosa e Liliane Pereira Ramos, do Hospital Unimed. O gerente Günter Melchiors aponta que o credenciamento alcançado pelo Hospital Unimed representa mais um marco qualificado na prestação de serviços. “Esperamos colaborar com o País na redução do número de pacientes na fila de transplantes. Embora um momento difícil para os familiares de uma pessoa com Morte Encefálica, temos a clareza de quantos necessitam de um transplante para continuar vivendo”.

Palestra – Com objetivo de despertar a consciência sobre a doação de órgãos e explicar sobre a nova rotina assumida, a Cihdott promoveu encontro de colaboradores do Hospital e da Sede Administrativa da Unimed Noroeste/RS. A abordagem foi realizada pela enfermeira Fabiana Dal’Conte Buzatto, da OPO-4, que atua no Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo. Entre os assuntos principais, as atribuições da Cihdott e também prestar esclarecimentos sobre todo o processo de diagnóstico de Morte Encefálica do paciente doador.

A enfermeira da OPO destacou a necessidade da sensibilização e do entendimento sobre o assunto com objetivo de ampliar o número de doações. “Crescemos ouvindo que para morrer o coração precisa parar de bater”, ilustrou Fabiana, referenciando que não ter clareza do assunto é algo que se traz da infância. “Na realidade, Morte Encefálica é morte”, frisa, reforçando que a ME caracteriza-se pela “parada total e irreversível das funções encefálicas, de causa conhecida e constatada de modo indiscutível”. A profissional reforça que “se o cérebro parou, não tem mais vida”, por consequência o coração bate automaticamente por algum tempo e os demais órgãos também param em breve.

Quanto ao desejo de doar, Fabiana ressaltou a necessidade de manifestar em vida aos familiares, visto que serão estes responsáveis pela tomada de decisão. A retirada de órgãos só acontece após a autorização familiar.

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