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Idosa mais velha de Chiapetta completa 111 anos

17 de julho de 2019

Cipriana Soares ou Dona Piana como é conhecida, é sem dúvida, a idosa mais longeva do município de Chiapetta. Nascida em 11 de junho de 1908, possui 111 anos de idade, e pode ser considerada uma supercentenária – designação atribuída a uma pessoa que atinge a faixa de idade a partir de 110 anos de idade.

O aniversário foi no último mês, mas foi na quinta-feira passada (11), que alguns familiares comemoraram, de maneira simples, o aniversário de Dona Piana, em sua casa, localizada no Bairro Nova Esperança II. Nesta semana, uma das filhas, Dona Maria Lecinda Soares (Cinda como é conhecida), a qual mora com a idosa, conversou conosco, contando um pouco da vida da Mãe Cipriana.

Cinda conta que a mãe é natural de Santa Rosa e depois de morar em várias cidades das redondezas, estabeleceu moradia em Chiapetta aos 18 anos, na época já era casada. Cipriana é mãe de nove filhos de sangue, três homens e seis mulheres, e criou mais três filhos do coração. Além dos filhos, possui netos, bisnetos e até tataranetos.

Atualmente, Dona Cipriana está acamada, fala pouco e não enxerga, porém segundo a filha, ela não tem graves problemas de saúde. “Está lúcida, reconhece os familiares mais próximos, não tem colesterol alto, nem diabetes e a pressão é boa. O médico disse que está acamada por conta da idade avançada. Ela fica deitada na cama e quando é mais quente trazemos ela para a cozinha”. Cinda explica que ao longo da vida a mãe foi pouquíssimas vezes ao hospital. “Lembro que uma vez, quando ela era mais nova, trabalhava na lavoura, foi arrancar feijão e levou uma chuva e depois veio o sol quente. Parou no hospital. Depois disso, só agora nos últimos tempos que ela tem ido ao hospital, mas isso é raramente”.

Sobre o que gostava de fazer, a filha conta que Dona Piana gostava de bordar e costurar. Fazia pano de parede, toalha, tudo feito à mão”. Sobre os causos, a filha afirma que também gostava de contar. Principalmente causos sobre os chás e suas propriedades. “Contava que era bom o chá de alecrim, alfazema, poejo e alcanfor”.

Adepta de uma comida caseira e orgânica, Cinda acredita que esse é o segredo da longevidade da mãe. “A mãe sempre trabalhou na lavoura. Criava porco com abóbora e quirera, a carne era melhor, plantava mandioca, feijão, gostava de galinha caipira. Nossa salada era o ‘almeirão da capoeira’. Não tinha esses agrotóxicos. Acredito que alimentação era mais saudável e tudo isso acompanhado dos chás que sempre tomou. Esse eram os remédios daquela época”.

Dona Cipriana é bem reconhecida no município, não só por sua longevidade, mas também por sua simplicidade e carisma. Em 2016, o acendimento do fogo simbólico na abertura da Semana da Pátria ocorreu em sua residência. Autoridades e alunos das escolas municipais e estadual foram até a casa da cidadã que tanto orgulha o município, para acompanhar o acendimento do fogo. Na época ela contava com 108 anos de idade.

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Fonte: Prefeitura de Chiapetta

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