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Ijuí quer incentivar o cultivo da oliveira

19 de novembro de 2019

A exemplo de outras culturas, como foi o caso da uva de mesa, o Poder Executivo de Ijuí pretende incentivar o cultivo da oliveira. A ideia é fazer um monitoramento para identificar a viabilidade da cultura e o interesse dos produtores. “A partir do projeto-piloto, então, pode-se inclusive ajustar o Programa Mais Verde Mais Vida para contemplar, além da erva-mate e da noz-pecã, também, a cultura da oliveira”, explica o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, Tomaz Galvão de Bem.

De acordo com ele, Ijuí já tem experiências bem-sucedidas com outras culturas. “A noz-pecã está consolidada, assim como a uva de mesa que antes não era cultivada e agora, vários produtores estão investindo na cultura”, frisa.  Ainda segundo o engenheiro agrônomo, há poucos dias o prefeito Valdir Heck fez uma reunião na Escola Fazenda do Imeab, para tratar justamente da implantação de um projeto-piloto para monitorar o desempenho da cultura. “Dependendo da viabilidade e do interesse, no próximo ano, queremos oferecer cursos de qualificação para o cultivo da oliveira”, pontua.

De acordo com Tomaz, dados indicam que atualmente no Rio Grande do Sul tem em torno de 6.500 hectares de oliveiras cultivados por cerca de 330 produtores. Além disso, o Estado já conta com diversas indústrias de azeite de oliva. “Entidades como a Embrapa e a Secretaria da Agricultura ingressaram nos processos de pesquisa e assistência técnica ao setor. Também, os produtores criaram o Instituto Brasileiro da Olivicultura (Ibraoliva) visando a defesa de seus interesses”, acrescenta.

Entre os atrativos para investimentos na cultura, de acordo com Tomaz, está o fato de o Brasil ser um dos maiores importadores de azeite de oliva, superado apenas pelos EUA e, em algumas safras, pela China. Segundo dados do IOOC (International Olive Oil Council, organismo sediado em Madrid) na safra 2017/2018 o Brasil teria importado cerca de 70 mil toneladas de azeite de oliva e os Estados Unidos 305,5 toneladas. “Nossas importações de azeite de oliva cresceram de 1990 a 2013 em 440% enquanto que, em azeitonas de mesa aumentaram 170% (dados do IOOC). Em favor da produção nacional ainda devemos considerar um fator muito importante, que é o prazo entre a colheita da azeitona e a elaboração do azeite. Este prazo curto redunda em melhoria na qualidade do azeite. Esta é uma das razões da excelente qualidade do azeite produzido em nosso Estado o que é comprovado pelos prêmios já obtidos em exposições internacionais”, argumenta.

Em Ijuí, segundo Tomaz, há dois produtores já cultivando a oliveira e um terceiro por iniciar sua produção e outro, cujas primeiras frutificações devem se iniciar no ano que vem. “Mas a ideia é avançar na pesquisa para que tenhamos maior segurança no fomento da cultura”, destaca. O engenheiro agrônomo aponta outro fator importante para o cultivo do oliveira em Ijuí: a sede da Associação Rio-Grandense de Olivicultores (Argos), o que torna o município referência em testes de qualidade do azeite dos azeites produzidos. “Já há estudos feitos aqui na região Sul do Brasil que apontam quais variedades se adaptam melhor às condições de clima e solo”, conclui.

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Fonte: Prefeitura de Ijuí

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