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Ijuí terá área de destinação de resíduos da construção civil

26 de dezembro de 2019

Foi apresentado em audiência pública na tarde de hoje (26) no auditório do Sindicato Rural de Ijuí os planos da administração municipal para a destinação correta dos resíduos sólidos da construção civil e demolição (RSCCD). Não há na cidade uma unidade licenciada para o recebimento deste tipo de material. Por isso, segundo o secretário de meio ambiente Antenor Weiller, a administração está em busca de empresas interessadas para transformar o que hoje é um problema em um negócio, que pode ser uma alternativa de ganhos econômicos para empresários interessados. 

Para viabilizar essa solução, a prefeitura colocou à disposição, para cedência, um terreno de 66 mil metros quadrados, localizado próximo à Faixa Velha. Segundo afirmado durante o evento, a administração municipal fará a permissão de uso para a empresa selecionada, abrindo a possibilidade para quem queira atuar na gestão desses resíduos. A área é proveniente de uma herança e está sob domínio do município.

A curto prazo, para o início do ano que vem, a intenção da secretaria de meio ambiente é que a empresa fique responsável pelo recebimento e gerenciamento desse transbordo. A médio prazo, após passados os 3 anos, a intenção é de que o local seja transformado em uma usina de reciclagem.

Joice de Oliveira, diretora-presidente do DEMASI afirmou que a ideia surgiu a partir de demandas do município. Esse já um problema recorrente apontado em planos de saneamento feitos pelo departamento. Além disso, as empresas responsáveis pelo esgotamento sanitário, que investem nas obras na cidade, estão reivindicando um local para colocar os resíduos gerados com as obras. Joice afirmou que há quatro classificações de resíduos da construção civil: Classe A, que contempla tijolos, telhas e outros resíduos trituráveis, Classe B, papel, papelão, plástico, madeira e outros recicláveis, Classe C, gesso e outros materiais que não tem destinação clara e Classe D que são os resíduos perigosos, como a tinta.

Durante a reunião uma empresa se mostrou interessada em assumir a gestão desses resíduos, comprometendo-se em 3 anos construir a usina de reciclagem. O compromisso da empresa foi um investimento de R$ 500 mil e em 3 anos R$ 2 milhões no local para suprir a demanda existente. Mesmo assim, foi dado o prazo até amanhã (27) para que outras empresas interessadas no serviço se inscrevam. A partir disso o departamento jurídico fará análises dos projetos apresentados e,segundo o secretário Antenor Weiller, em no máximo 3 meses uma unidade de transbordo licenciada deve estar à disposição em Ijuí.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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