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Infectologista defende que vacinação em grávidas e puérperas traz mais benefícios do que riscos

12 de maio de 2021

Nesta semana a vacinação contra a covid-19 em gestantes com o imunizante Astrazeneca foi suspensa por recomendação da Anvisa, após a morte de uma gestante por trombose. Este fato levantou dúvidas sobre os riscos da doença e os riscos da imunização em gestantes e puérperas (45 dias após o parto).

Segundo dados analisados pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, uma média de 10,5 gestantes e puérperas morreram por semana em 2020, chegando a um total de 453 mortes no ano passado em 43 semanas epidemiológicas. Já em 2021, a média de óbitos por semana chegou, até 10 de abril, a 25,8 neste grupo, totalizando 362 óbitos neste ano durante 14 semanas epidemiológicas.

De acordo com Fabiano Ramos, médico e chefe do serviço de Infectologia do Hospital São Lucas da PUCRS (HSL), o risco da covid-19 e de desenvolver trombose a partir da própria doença é muito maior do que o risco de desenvolver trombose por conta da vacinação. O risco da vacina, se ele existe, é muito pequeno comparado aos benefícios que ela traz. De acordo com o Observatório de Obstetrícia do Rio Grande do Sul, 10 % das gestantes que contraíram a covid-19 morreram. Já entre as puérperas 25% das que contraíram a doença acabaram falecendo. Fabiano destaca a importância de analisar a vacina e que isso mostra que o processo de aprovação das medicações é realmente sério, mas que isso deve ser feito o mais rápido possível, para que a vacinação possa ser reestabelecida se chegada a conclusão de que é segura.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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