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Instituto Reversa- projeto social recolheu mais de 550 toneladas de lixo eletrônico nos últimos dez anos em Ijuí

4 de agosto de 2021

Cada vez mais a tecnologia está presente em nosso dia a dia. No entanto, como qualquer outro material, esses produtos possuem uma vida útil, por isso o descarte de lixo eletrônico é tema que cada vez ganha mais espaço. Um relatório elaborado pela Universidade das Nações Unidas, União Internacional de Telecomunicações e pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos aponta que o Brasil é o maior produtor de lixo da América Latina. Estima-se que cada brasileiro gera 7,4kg de lixo eletrônico por ano. No entanto, todo esse material precisa ser descartado de forma correta, ou seja, não devem ser depositados juntamente com o lixo comum e muito menos no meio ambiente.

Por possuir substâncias químicas como chumbo e mercúrio, o descarte incorreto pode contaminar o solo e geral uma série de graves problemas ao meio ambiente.
É nesse contexto que surge o Instituto Reversa- descarte inteligente de eletrônicos. Situada junto a Eletrônica Spitzer, o projeto surgiu há dez anos, através de uma instigação do poder público municipal. Segundo o sócio-proprietário Marco Antônio Pizutti, a iniciativa social busca dar a devida destinação aos materiais, além de desenvolver um trabalho educativo junto as escolas. Com a devida licença ambiental, o instituto promove o descarte correto e responsável.
Em 2020, 47 toneladas foram depositados no local. Até o primeiro semestre de 2021 esse número quase dobrou, com 70 toneladas. Em 2021 o projeto completa dez anos de instalação em Ijuí e segundo o sócio-proprietário, na última década a população de Ijuí descartou mais de 550 toneladas, o que corresponde a cerca de 2 mil kg de lixo eletrônico por mês.

Classifica-se como lixo eletrônico, por exemplo, computadores, micro-ondas e fornos elétricos, impressoras, climatizadores, máquinas de lavar, aparelhos de som, cabos, fios carregadores, eletrodomésticos e telefones. Marco Pizutti ressalta a importância de procurar um local adequado e licenciado, já que, segundo ele, há o registro de diversos pontos clandestinos. Sem contar as inúmeras situações em que a comunidade descarta os materiais na natureza, prejudicando o meio ambiente. Após o descarte junto ao Instituto Reversa, os materiais são enviados a um centro de triagem que faz a separação correta para que muitos desses produtos, após a reciclagem, sejam reaproveitados em indústrias, como por exemplo, o plástico. Em Ijuí, o material recebido, inicialmente é encaminhado ao depósito e depois enviado à empresa Natusomos de Horizontina.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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