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Investigados por desaparecimento de contadora não aceitam detector de mentiras

10 de março de 2018

Em boletim de atualização sobre a apuração do desaparecimento da contadora Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, a Polícia Civil divulgou na manhã desta sexta-feira, 9 de março, que os dois presos investigados por envolvimento no caso não aceitaram ser interrogados com uso de detector de mentiras.

Tanto o marido de Sandra – presidente da Câmara de Vereadores de Boa Vista das Missões, Paulo Ivan Landfeldt – quanto o rapaz de 22 anos que inicialmente afirmou ter sido pago para matá-la e ocultar o corpo em Vicente Dutra, a mando de Paulo Ivan, negaram que tenham a ver com o sumiço. O jovem, preso em Santa Catarina no mês passado, mudou sua versão na última semana inocentando Landfeldt. Desta vez, ele sustenta que ouviu falar a respeito do caso e procurou o vereador para extorqui-lo.

Os dois fizeram uso do direito de permanecer em silêncio ao serem questionados por agentes acerca de diversos pontos contraditórios em seus depoimentos, informou a assessoria de comunicação da polícia.

Sandra está desaparecida desde 30 de janeiro, quando se deslocou à cidade vizinha de Palmeira das Missões a fim de resolver problemas de trabalho. Sua caminhonete ficou estacionada na rua Rio Branco e embora não apresentasse sinais de violência, encontrava-se revirada.

A contadora morava em Boa Vista das Missões junto ao marido e às três filhas que teve com Paulo Ivan, uma de 16 anos, outra de 11 e a caçula de 5. Além delas, Sandra é mãe de um rapaz de 26 anos, fruto de outro relacionamento.

No Dia Internacional da Mulher, amigos, conhecidos e familiares realizaram uma caminhada pedindo por celeridade nas investigações sobre o desaparecimento. O Judiciário concedeu o prazo de mais 30 dias para conclusão do inquérito policial.

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