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Jornalista da Rádio Progresso é agredida em ligação anônima

9 de agosto de 2019
Da esquerda para direita: Keller, Tamires, Leandro e Luciano

A jornalista da Rádio Progresso de Ijuí, Tamires Hanke, foi vítima de violência e agressão verbal na tarde desta sexta-feira (9), enquanto trabalhava na redação da emissora.

Um ouvinte, do sexo masculino e aparentando ter mais de 50 anos, que não quis se identificar, descontente com a opinião expressada pela jornalista no quadro “Fala redação” do programa “Expresso RPI”, no qual foi debatido a respeito dos shows da ExpoIjuí Fenadi 2019, ligou para a recepção e afirmou que conhecia a profissional e gostaria de falar com ela.

No quadro, a jornalista elogiou a cantora pop Iza (atração confirmada na ExpoIjuí) e afirmou que  “acha bacana a letra das músicas que a artista compõe, a qual expressa o empoderamento feminino e o espaço que a mulher vem conquistando.”

Durante a ligação, o homem ofendeu a jornalista dizendo frases como: “você não tem cultura”; “está se achando só porque tem um microfone nas mãos”; “vagabunda”. Além de ofender a jornalista, afirmou que ” esses shows, essa expo, essa Iza são uns lixos”. Inclusive a presidente da feira, Nadine Dubal, foi agredida pelo homem, com os seguintes termos “lixo e vagabunda.”

A jornalista pediu para que o ouvinte respeitasse as diferentes opiniões. “Eu não tenho que respeitar nada, esses lixos, você como formadora de opinião deveria ter vergonha de falar dessa Iza”, replicou o homem.

O gerente da Rádio Progresso, quando percebeu o ocorrido, tentou conversar com o ouvinte mas ele desligou o telefone ao perceber que um homem havia interceptado a ligação.

A direção da Rádio Progresso salienta que repudia qualquer forma de assédio e desrespeito e espera que casos como este não se repitam. A empresa estuda tomar medidas judiciais cabíveis. O número do agressor ficou registrado no identificador de chamadas (popularmente conhecido como Bina).

A jornalista afirmou que precisa pensar sobre quais atitudes tomar. “É lamentável que tenhamos que passar por esse tipo de constrangimento. Foi horrível e eu fiquei sem reação na hora, pois nunca pensei passar por isso. Infelizmente o machismo e o preconceito ainda estão impregnados em nossa sociedade. Já ocorreu com diversas profissionais, hoje foi comigo e amanhã poderá ser com outra. Eu só peço respeito, que é o mínimo que um ser humano precisa ter”, lamentou.

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Fonte: Radio Progresso de Ijuí.

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