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Jovem morto ontem em Ijuí já era ‘velho’ conhecido da polícia

20 de agosto de 2020
Tenente da Força Tática da Brigada Militar de Ijuí, Marcos Heberle.

O duplo homicídio que ocorreu na noite de ontem (20) no distrito de Chorão, interior de Ijuí, tem relação direta com o tráfico de drogas, segundo o Tenente Heberle da Força Tática da Brigada Militar. Na ocasião, mãe e filho, de 40 e 15 anos, foram mortos com três tiros na nuca cada um. 

Conforme o tenente, apesar de jovem, o rapaz assassinado já era velho conhecido da polícia e possuía experiência no tráfico de drogas. Além disso, o tenente disse que este crime não se trata de uma guerra de facções, mas possivelmente de um acerto de contas dentro do próprio grupo criminoso.

Ainda conforme Heberle, a ocorrência já teve início durante o dia, quando a Força Tática recebeu informações do Setor de Inteligência de que, a qualquer momento, crimes poderiam ocorrer em Ijuí. Contudo, por não saber em que local e em que momento os mesmos poderiam ser efetuados, a Força Tática montou cercos estratégicos em toda a área norte e permaneceu no monitoramento das áreas.

Minutos após receberem a informação de que dois corpos haviam sido encontrados com sinais de lesão por disparos de arma de fogo, a Força Tática abordou um carro suspeito, no bairro São José, próximo a uma residência que servia como “QG” do tráfico. O automóvel era um táxi clandestino.

Com um dos homens que estava no carro a polícia encontrou um revólver calibre 38, que ainda estava quente e exalava odor de pólvora, o que indica que havia sido utilizada recentemente. Ele assumiu a autoria do crime e foi preso em flagrante. O criminoso, natural de Caibaté, já havia sido preso por homicídio. O taxista clandestino também foi preso em flagrante e autuado como co-autor do crime. Além deles, um menor de idade estava junto e foi apreendido.

Conforme o Tenente Heberle, o crime é organizado e as facções possuem seus recrutamentos e o envolvimento de pessoas de diversos setores que prestam serviços a eles, como é o caso, muitas vezes, dos táxis clandestinos.

Ainda segundo Heberle, o assassino e o menor de idade foram levados até o Distrito de Chorão pelo taxista clandestino. O mesmo táxi teria buscado as vítimas, moradoras do Beco das Jardas, e levado elas ao mesmo local, onde foram mortas.

Na residência que servia como ponto de encontro dos criminosos, havia três meninas adolescentes. Duas delas, inclusive, constavam no sistema como desaparecidas, pois haviam fugido de um lar de Ijuí. Elas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia.

O tenente ressalta o intenso recrutamento de jovens para o crime. Conforme ele, indivíduos de 15 anos já são velhos conhecidos da polícia e experientes no crime do tráfico de drogas. “Isso é pra vocês verem o quanto as famílias estão falhando”, destaca.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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