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Julgamento de pais de vítimas da tragédia de Santa Maria é adiado

23 de Maio de 2017
O julgamento de um recurso do processo movido pelo promotor Ricardo Lozza contra pais de vítimas da tragédia na boate Kiss no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), em  Porto Alegre, foi adiado nesta segunda-feira, 22. O motivo foi um pedido de vistas, feito pelo desembargador Rui Portanova.

O magistrado agora terá mais tempo para analisar o pedido movido pela defesa de Flávio José da Silva, vice-presidente da Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) e presidente do Movimento Santa Maria do Luto à Luta, de exceção da verdade. Eles argumentam que as informações que Lozza considera calúnia são verdadeiras.

Além de Flávio, o presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Sérgio da Silva, também está sendo processado pelo promotor Ricardo Lozza. O autor da ação considera que teve a honra atacada após a divulgação de cartazes pelas ruas de Santa Maria que mostravam sua foto e apontavam o Ministério Público (MP) como um dos culpados pela tragédia na Boate Kiss.

O relator, desembargador Sylvio Baptista Neto, votou pela continuação do processo de calúnia, pois entendeu que inocentar Flávio equivale a reabrir o inquérito já arquivado que afastou responsabilização do MP pelo funcionamento da boate. O voto foi acompanhado por vários desembargadores, mais ainda pode ser modificado quando o tema voltar à pauta.

A sessão foi aberta ao público e teve início pouco antes das 18h, com duração de cerca de 1h. Em torno de 20 integrantes da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Kiss viajaram para Porto Alegre para acompanhar a audiência.

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