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Júnior Barbosa sobre o título do Interior: “Estamos na história do São Luiz, não tem como apagar”

3 de maio de 2020

Em 2014 ele se aposentou dos gramados do futebol, porém, um ano antes deixou sua marca no São Luiz quando conquistou o título do Interior vestindo a camisa do Rubro. O lateral direito, Júnior Barbosa, chegou do interior de São Paulo direto para Ijuí e também conversou com a reportagem da Rádio Progresso e lembrou dos principais momentos da conquista da agremiação ijuiense.

“Confesso que fiquei surpreendido quando você entrou em contato comigo para falar sobre essa conquista do São Luiz em 2013 e agradeço pela lembrança.

Foi uma trajetória no começo muito difícil, começamos o campeonato com um empate em casa e uma derrota fora e após isso iríamos ter o jogo contra o Pelotas que foi adiado devido a tragédia da Boate Kiss e depois jogaria contra o Grêmio e neste meio tempo trocou o treinador, recebemos o Grêmio, vencemos e a partir dali embalamos no campeonato e deu tudo certo.

O jogo contra o Caxias na semifinal é inesquecível. Jogando diante do nosso torcedor, saímos na frente e cerca de 10 minutos eles empataram e no segundo tempo conseguimos fazer 2 a 1, jogo muito difícil e aquele jogo ficou marcado para mim.

O grupo era muito bom. Acredito que vocês não me conheciam e durante os treinos e amistosos, vocês e o torcedor passaram a nos conhecer melhor e todos passaram a acreditar na campanha que o São Luiz poderia fazer, cheguei por indicação do meu amigo Thiago Costa, onde jogamos em várias equipes juntos e o Sandro(Palharini) veio aqui no interior de São Paulo, me viu jogando e me contratou e o grupo era muito fechado e depois de um começo sem resultados, nos fechamos e nos abraçamos, sabendo que somente nós poderíamos mudar a situação e teríamos que dar o nosso melhor e conseguimos o título do Interior, uma boa campanha e graças a Deus ficamos marcados na história do São Luiz.

O jogo contra o Grêmio na Arena, nossa eliminação com um jogador a menos, pênalti a nosso favor não marcado, ficou um gosto de “QUERO MAIS” naquela temporada. Grêmio de Luxemburgo, Zé Roberto, Elano, Barcos, sinto que poderíamos repetir a campanha do primeiro turno. Está na história, não tem como apagar, é uma trajetória que levamos pro resto da vida, podemos contar para nossos filhos, nossos netos e eu sou muito grato a Deus por ter tido a oportunidade de ter participado deste grupo.

O nosso principal jogador naquele campeonato, o cérebro, foi o Marcos Paraná, nos ajudou muito, nos jogos decisivos ele fez gols decisivos e para mim ele desequilibrou a nosso favor, chamou a responsabilidade, chegou depois e chamou a responsabilidade para ele e que nos ajudou muito, mas o grupo todo foi bem, inclusive os que ficavam no banco e entravam nos jogos, Chicão, nossa, joga demais ele, era um time raçudo, time que entrava em campo e não enfeitava, jogávamos para vencer. Antes dos jogos, na preleção dizíamos que se perder, perdem todos, e se ganhar ganha todos e colocamos isso na cabeça e fomos em rumo do título”.

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