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Lavouras irrigadas de milho têm perdas de até 40% em razão da estiagem na região

16 de janeiro de 2022

Nem mesmo as lavouras de milho irrigadas conseguir resistir, totalmente, à forte estiagem registrada na região. O presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul e agricultor na região de Chiapetta, Ricardo Meneghetti, disse para a RPI que a atual colheita registra redução média de 40% de rendimento em áreas irrigadas.

Em lavouras que era para colher 240 sacas de milho por hectare, a produtividade está entre 130 a 150 sacas. Algumas áreas produzem em torno de 180 sacas por hectare, nesse caso, onde choveu um pouco mais, por exemplo, em certos locais de São Luiz Gonzaga.

Porém, em lavouras de milho sequeiro a situação é caótica. Ricardo Meneghetti, como exemplo próprio, informou que numa lavoura que possui em Chiapetta, teve que eliminar aproximadamente 35 hectares de milho para plantar soja tardio, porque o cereal não produziu espigas.

Destacou que o milho plantado mais no cedo até produz de 60 a 70 sacas por hectare, no máximo, em áreas sem irrigação, mas quem cultivou a partir de setembro praticamente não colhe nada. Diante dessa realidade e também por conta da Covid, novamente, nesse ano, não haverá a abertura oficial da colheita do milho no Rio Grande do Sul. Ano passado o evento já tinha sido cancelado. A programação ocorre em janeiro.

O presidente da Apromilho participou, semana passada, de reunião da Famurs – Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul – para debater medidas a fim de minimizar os impactos da seca.Meneghetti entende que de maneira mais imediata precisa ocorrer a prorrogação dos vencimentos de custeios e investimentos das lavouras da atual safra. Isso também vale, por exemplo, para a soja. Ele observou a importância do governo estadual ter perdoado a dívida dos produtores referente ao programa Troca Troca de Sementes.

Fonte: Radio Progresso de Ijuí
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