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Mãe de criança morta pelo padrasto em Encruzilhada do Sul alega que também sofria agressões

19 de dezembro de 2018
Foto: reprodução

Indiciada junto com o companheiro pela morte do filho de dois anos, espancado em Encruzilhada do Sul, a mãe do pequeno Enzo Gabriel Quintana Dilenburg alega que também era vítima de violência doméstica. Vanessa Quintana, 30 anos, contou ao advogado de defesa, Diego Lopes dos Santos, que o padrasto de Enzo e autor confesso da morte do menino, Jonatas Gomes de Melo, de 32 anos, já teria a agredido inúmeras vezes.

“Ela relata uma série de agressões e de abusos por parte do ex-companheiro, que inclusive culminaram na separação do casal meses atrás”, contou Santos. Ao sair da casa do parceiro, Vanessa teria procurado uma igreja evangélica para “recomeçar a vida”. Jonatas teria ido atrás dela e começado a frequentar os cultos. “Ele teria passado também a fazer tratamentos, de forma a convencê-la de que teria mudado sua forma de agir. Diante dessa aparente mudança, ela acabou retornando ao lar”, detalhou.

Conforme Santos, testemunhas do caso teriam confirmado que Jonatas seria um homem agressivo. “Todas as testemunhas falaram isso, que ele era agressivo, fazia uso de drogas, às vezes combinava drogas com bebida e medicamento e aí, quando isso acontecia, ele fazia um incêndio”, relatou o advogado.

A defesa de Vanessa Quintana espera que a Justiça determine ainda hoje, antes do período de recesso de fim de ano do Poder Judiciário, se ela irá responder ao processo presa ou continuará em liberdade. Após o indeferimento do pedido de prisão preventiva feito pela delegada Raquel Schneider, na quinta-feira passada, a Polícia Civil reiterou a solicitação após a conclusão do inquérito, na sexta-feira. O advogado de Vanessa, Diego Lopes, acredita que a resposta do Judiciário deve se manter a mesma.

Segundo o advogado de defesa, na madrugada em que Enzo foi assassinado, Vanessa estaria sob efeito de calmantes. Segundo ele, ela passou por um exame toxicológico solicitado pela polícia, que apontou o uso de Rivotril. O uso de drogas, no entanto, não teria sido constatado. “Em sono profundo, ela não viu o que aconteceu. Mas ela nos disse, diversas vezes, que se tivesse visto teria impedido, teria ‘ido’ no lugar no filho.”

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Fonte: Gaz - Sua gazeta online
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