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Médicos cubanos deixam de atuar em Ajuricaba e prefeitura decretará situação de emergência na saúde

21 de novembro de 2018

O Poder Executivo de Ajuricaba deve decretar, nesta quinta-feira, 22, situação de emergência no município em razão da falta de médicos na rede pública de saúde. Isso ocorre porque hoje os três médicos cubanos que atuavam através do programa federal Mais Médicos deixaram de trabalhar, após decisão do governo cubano de sair do projeto.

O prefeito ajuricabense, Ivan Chagas, esclarece que o decreto de emergência visa abrir possibilidade de contratar médicos em caráter emergencial, sem necessidade de edital de seleção pública, o que poderia demorar muito. Com a saída dos três profissionais cubanos, Ajuricaba fica com apenas uma médica para atender nas três Estratégias de Saúde da Família, com atuação de 10 horas, muito pouco para população de aproximadamente 7 mil e 500 habitantes.

Para evitar falta de atendimento, a prefeitura ajuricabense já conversou com a direção do hospital do município, a fim de que a casa de saúde possa atender a população em caso de urgência e emergência. A saída dos médicos cubanos se deve à decisão do governo de Cuba de desistir do programa Mais Médicos, por não concordar com declarações do presidente eleito brasileiro, Jair Bolsonaro.

Em Cruz Alta, as médicas cubanas que atuavam nos ambulatórios Primavera, Lizabel e Fátima, em Cruz Alta, também deixaram de exercer atividades. Com isso, amanhã e sexta-feira não haverá atendimento médico nos mencionados ambulatórios.

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