Busca rápidaX

MANCHETES

Mercado de seguro de celular cresce 35% no RS, estima especialista

27 de janeiro de 2018

O seguro de telefone celular está quase tão comum quanto o de carros. Os usuários têm contratado o serviço motivados pelo número de furtos e roubos e o alto preço dos aparelhos. O mercado cresceu 35% no ano passado somente no Rio Grande do Sul, segundo estima o corretor de seguros Breno Kor.

"É um mercado que tem evoluído bastante. A gente observa um crescimento em torno de 35%. As pessoas buscam reparar as perdas alarmantes do roubo de um celular", analisa o corretor de seguros Breno Kor.

Muita gente contrata o seguro de celular no ato da compra, na loja mesmo. "Um crescimento de 90%. Toda pessoa que compra celular, se ofertamos o seguro, acaba levando, ou porque foram roubados ou sabem que serão roubados. O roubo de celular está insuportável em Porto Alegre", afirma a gerente de loja Maria Duarte Pacheco.

"Resolvi fazer o seguro porque já fui assaltada muitas vezes", diz uma mulher, que prefere não se identificar. Ela teve o aparelho roubado 10 vezes. "Todas as vezes eu perdi meus contatos, todas as vezes perdi informação. Além de ser minha ferramenta de trabalho, são coisas importantes que se deixa dentro de um celular", acrescenta.

O valor do seguro é alto. Entre apólice e franquia, pode passar de 50% do custo do aparelho. O perfil do usuário também interfere: se o dono do aparelho for jovem, o valor sobe.

No entanto, autoridades e especialistas advertem: seguro mesmo é se prevenir. Por isso, é importante estar atento e evitar acessar as redes sociais em público, por exemplo.

"Hoje muitas pessoas usam o celular não para fazer ligação, e sim para ler mensagem. E sabemos que quando pessoa usa esses aplicativos, perde controle e observação. Nesse momento, o delinquente aproveita para cometer roubo", afirma o tenente-coronel Eduardo Amorim.

Além de registrar ocorrência na polícia, a orientação para as vítimas é ligar imediatamente para as operadoras para bloquear a linha e o aparelho.

"Nós imediatamente bloqueamos a linha e depois fazemos uma comunicação não só para as operadoras brasileiras, mas para 57 operadoras em 19 países do mundo. Este telefone, aquele IMEI (número único de cada celular, espécie de "chassi"), não funciona mais nessas redes", explica o presidente executivo da Federação Brasileira de Telecomunicações, Eduardo Levy.

Compartilhar
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
error: Conteúdo protegido!