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Ministério Público quer suspensão do herbicida 2,4-D no RS

28 de novembro de 2019
Foto: Agência Brasil/EBC(Arquivo)

O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul defende a suspensão temporária da aplicação do herbicida 2,4-D na atividade agrícola gaúcha, até que os fiscais estaduais agropecuários acabem com a greve iniciada na última terça-feira por falta de pagamento dos salários. O pedido será encaminhado para avaliação do governo do estado. O produto químico vem causando prejuízos em áreas de produção de uvas, azeitonas e maças.

A decisão de pedir a suspensão temporária foi tomada em reunião na manhã desta quinta-feira (28), na sede do MP, com a participação do procurador-geral do Estado, Fabiano Dallazen.

O promotor público Alexandre Saltz, responsável pelo inquérito aberto para apurar os casos de deriva, diz que a medida deve ser tomada diante da incapacidade do estado de fiscalizar, neste momento, a aplicação do produto.

A deriva ocorre quando uma aplicação de defensivo agrícola vai além do local desejado por evaporação, escorrimento e/ou deslocação, provocando danos econômicos e socioambientais a outras propriedades rurais.

Além da paralisação dos servidores, a decisão foi motivada pelos resultados dos laudos divulgados nesta semana pela Secretaria Estadual da Agricultura. Das 76 análises concluídas até agora em plantas com suspeita de deriva, 100% tiveram laudo positivo – número superior ao do ano passado.

Ainda estão em avaliação pelo Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) outras 73 amostras coletadas em 52 propriedades rurais.

O governo gaúcho vai aguardar para conhecer o teor do pedido do MP e então avaliar os procedimentos a serem tomados, segundo o secretário adjunto da Agricultura, Luiz Fernando Rodriguez Júnior.

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Fonte: AgroemDia

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