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Ministério Público vai investigar churrasco em presídio de Santa Cruz do Sul

27 de dezembro de 2017

A realização de um churrasco de confraternização entre detentos no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, para celebrar o Natal, no domingo (24), será investigada mediante um procedimento administrativo que será aberto pelo Ministério Público (MP). De acordo com o promotor de Defesa Comunitária daquele município, Érico Fernando Barin, o objetivo será apurar se houve improbidade da direção da prisão.

Na confraternização, foram utilizados quatro churrasqueiras, mais de 40 espetos e cerca de 15 sacos de carvão. De acordo com o delegado penitenciário da 8ª Região, Bruno Carlos Pereira, o evento foi autorizado pela direção do presídio. 

— Não tinha bebida alcoólica, somente carvão, carne e refrigerante — disse.

Para o promotor, no entanto, há pontos a serem esclarecidos.

— Estamos em regime de plantão (devido ao recesso de fim de ano) e soubemos por meio da imprensa. Estranhamos, pois isso não ocorreu em anos anteriores, e o Ministério Público não foi previamente comunicado de que aconteceria o churrasco — afirma.

De acordo com Barin, a comunicação prévia ao MP e ao Judiciário era necessária para que fosse avaliada a segurança durante o churrasco.

— O administrador só pode fazer o que a lei permite e, como não houve autorização prévia, é possível que tenha ocorrido improbidade administrativa. No procedimento, cobraremos que nos informem como foi feito o controle, uma vez que os presos tiveram acesso a materiais como espetos e facas. Analisaremos se houve permissividade para, ao final do procedimento, verificarmos se é um caso de improbidade administrativa ou se faremos uma recomendação para que esse tipo de evento não volte a ocorrer — explica.

Para o promotor, ainda há dúvidas em relação a quem financiou o churrasco.

— Está tudo muito vago. Há uma versão de que foram alguns familiares e outra de que poderia ser um integrante de uma facção criminosa. Vamos averiguar — diz.

A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), por meio de sua assessoria de imprensa, disse que foram familiares de presos que levaram a carne.

O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, disse que não se pronunciará sobre o assunto, pois, de acordo com ele, a Susepe é que está acompanhando o caso.  

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