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Ministra da Agricultura chega em Santo Ângelo para verificar prejuízos causados pela estiagem

12 de janeiro de 2022
Ministra da Agricultura esteve, ontem, em Santo Ângelo

A Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, chegou pouco antes das 9 horas de hoje no aeroporto de Santo Ângelo para verificar os prejuízos causados pela estiagem na região. Na sequência ela visita uma propriedade rural na comunidade de Buriti. Depois, as 10 e 30, Teresa Cristina vai participar de encontro na URI, na Capital das Missões. A Rádio Progresso de Ijuí acompanha.

O governo gaúcho, municípios e entidades do setor agrícola entregarão reivindicações para a Ministra da Agricultura, com objetivo de amenizar os danos em razão da falta de chuva no agronegócio.

O Sindicato Rural Patronal de Ijuí, por exemplo, vai repassar pauta, para Teresa Cristina, que pede o reconhecimento da situação de emergência federal nos cinco municípios de abrangência da entidade, ou seja, Ijuí, Chiapetta, Augusto Pestana, Bozano e Coronel Barros. Ainda existe solicitação de recursos com juros compatíveis para os municípios em situação de emergência, também dinheiro para implantar a lavoura de inverno deste ano, até para recuperar um pouco as perdas com a atual safra de verão. O Sindicato Rural de Ijuí quer que o governo federal prorrogue as prestações de investimento para o final do contrato com juros do convênio inicial. Outra sugestão é para liberação de dinheiro para produtores de leite, com objetivo de construção de açudes e barragens para captação de água. Por fim, o Sindicato Rural ijuiense solicita que a União repasse recursos para aquisição de ração e reposição de pastagens com juros compatíveis.

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul também vai entregar pauta para a Ministra da Agricultura, nesta manhã, em Santo Ângelo. Em entrevista na RPI, o presidente da Famus e prefeito de São Borja, Eduardo Bonotto, disse que uma das solicitações imediatas, referente ao governo estadual, é que haja liberação de recursos financeiros do programa Avançar na Agropecuária e Desenvolvimento Rural.

Trata-se de dinheiro para perfuração de poços artesianos, construção de açudes, implantação de irrigação em pequenas propriedades e disponibilização de caminhões-pipa a fim de levar água potável para famílias que já têm falta de abastecimento pela seca.

A Famurs ainda quer que o governo federal prorrogue o período do zoneamento agrícola, a fim de permitir o plantio da soja, da atual safra, com direito ao seguro agrícola. Dentre as medidas solicitadas ao governo federal estão crédito emergencial com juro zero, prorrogação das parcelas no âmbito do Pronaf por 10 anos e descontos para liquidação de dívidas ativas com a União.

Já no que se refere ao governo estadual, também durante entrevista à Progresso, a secretária estadual da Agricultura, Silvana Covatti, enfatizou que haverá repasse de pauta para Teresa Cristina nesta manhã, em Santo Ângelo.

Silvana Covatti observou que o governo gaúcho já definiu medidas de apoio para os produtores, por exemplo, perdão da dívida de produtores que obtiveram sementes pelo programa Troca Troca, especialmente de milho, para a safra 2021/2022, porém, desde que os municípios tenham o decreto de emergência homologado em função da seca.

No início da próxima semana o governo gaúcho vai começar operacionalizar o orçamento deste ano. Com isso, haverá possibilidade de iniciar as licitações para definir empresas a fim de implantar poços artesianos, açudes e cisternas, com dinheiro do programa Avançar na Agropecuária e Desenvolvimento Rural.

A Associação dos Municípios do Planalto Médio, com sede em Ijuí, também vai estar presente nesta manhã na visita da Ministra das Agricultura em Santo Ângelo. O prefeito da Amuplam, Édson Arnt, observa que a pauta de reivindicações da entidade, devido à estiagem, é a mesma da Famurs.

No município de Jóia as perdas com a falta de chuva ficam por volta de 228 milhões de reais; Catuípe, cerca de 130 milhões; Bozano, em torno de 55 milhões; Augusto Pestana, quase 130 milhões; Coronel Barros, aproximadamente 55 milhões; e Panambi, 48 milhões de reais de perdas.

No caso de Ijuí, os danos com a seca estão em cerca de 250 milhões de reais. A prefeitura ijuiense direciona os maquinários e servidores para amenizar a situação da estiagem na área rural. Esses prejuízos em municípios se concentram, principalmente, na soja, milho e bacia leiteira. Em Jóia, o prefeito, Adriano Marangon de Lima, disse que alguns agricultores desistiram de plantar soja nesta safra, pois o período já é muito tardio.

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Fonte: Radio Progresso de Ijuí
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