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Mortandade de Abelhas tem se espalhado pelo RS

7 de janeiro de 2019

Depois da morte de abelhas de 108 colmeias em São José das Missões, na semana passada, outro caso, semelhante, vem preocupando os produtores de mel no Rio Grande do Sul. Em Cruz Alta foi contabilizada a morte de abelhas em 600 colmeias.

O presidente da Associação dos Apicultores de Cruz Alta (Apicruz), Salvador Gonçalves da Silva, disse que a entidade, que conta com 60 associados, estuda se irá registrar boletim de ocorrência. Novas perdas são relatadas a cada dia, segundo Silva.

Outra situação que intriga produtores e técnicos ocorre em Caçapava do Sul, onde um enxame extraordinariamente grande foi encontrado. As causas ainda não foram identificadas.

Cenário preocupante

O coordenador da Câmara Setorial da Apicultura e Meliponicultura, Aldo Machado dos Santos, afirmou que o cenário é de preocupação, já que as denúncias dispararam neste ano. No ano apícola de 2018 foram registradas perdas de 1,6 mil colmeias, embora a estimativa é de que o número real seja maior devido à subnotificação. De acordo com Santos, neste ano as perdas podem ultrapassar 3,5 mil colmeias, cada uma com 70 mil a 80 mil abelhas.

A expectativa é de que os casos mais recentes estimulem o apicultor a informar os órgãos competentes. A prioridade neste momento, segundo o coordenador, é identificar qual produto provocou a morte das abelhas. Apicultores têm dito que a causa se deve à aplicação do inseticida à base de Fipronil, utilizado no controle do tamanduá-da-soja em lavouras vizinhas.

Quanto ao Fipronil, a Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos classificou esse produto como de alto potencial cancerígeno (afeta principalmente a tireóide).

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí com informações do Correio do Povo
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