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MP ajuíza ações de investigação judicial eleitoral em Salto do Jacuí

20 de dezembro de 2020

O Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria Eleitoral da 154ª Zona Eleitoral, ajuizou, 18, duas ações de investigação judicial eleitoral, cumuladas com representação por captação ilícita de sufrágio, em que requer a cassação do registro ou diploma dos candidatos a prefeito e vice-prefeito eleitos, dois candidatos a vereador eleitos e um candidato eleito suplente, nas eleições em Salto do Jacuí. A investigação, que também identificou abuso de poder econômico, com a participação de um produtor rural, ocorreu no âmbito da Operação Hybris, deflagrada em 04 de dezembro.

Conforme o promotor de Justiça Eleitoral que ajuizou as ações, Eduardo Augusto Pohlmann, a campanha eleitoral dos candidatos da chapa majoritária eleita, bem como dos três candidatos ao legislativo municipal, foi marcada por captação ilícita de votos e abuso de poder econômico, através da distribuição de carne, gasolina, vales e até mesmo dinheiro em espécie. “Os áudios e mensagens de WhatsApp extraídos dos equipamentos apreendidos na Operação Hybris, são estarrecedores e comprovam as irregularidades”, afirma o promotor.

Em um dos áudios, o produtor rural diz que investiu do próprio bolso o estratosférico valor de R$ 1.150.000,00 para comprar votos de pessoas carentes. Ainda, textualmente, analisa que a sua conduta, consistente em distribuir dinheiro nos últimos dias do pleito, foi fundamental para o sucesso dos candidatos que apoiou.

Em um dos trechos da petição inicial, o promotor resume o desequilíbrio que as irregularidades causaram no pleito: “Numa pequena cidade como Salto do Jacuí, com cerca de 12 mil habitantes e poucos eleitores, o investimento de tal soma dirigido a comprar votos certamente produz um impacto gigantesco no equilíbrio eleitoral.”

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí e MP
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