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Mulheres vítimas de agressões possuem local sigiloso para acolhimento em Ijuí

5 de agosto de 2021

Com casos diários que se enquadram na Lei Maria da Penha, Ijuí tem um cenário diferenciado para atender as mulheres vítimas de agressões no ambiente familiar. A agilidade no deferimento da medida protetiva faz com que o agressor seja retirado do local conflituoso. 

Titular da Coordenadoria da Mulher, a delegada aposentada Carla Mussi ressalta que todas as mulheres que registram ocorrência são acolhidas. “Oferecemos o atendimento individual. Aqui em Ijuí o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Poder Judiciário são muito ágeis. Para aquelas mulheres que não tem para onde ir, há um acolhimento temporário da coordenadoria, um local sigiloso. Neste ano, seis abrigamentos foram realizados”, destacou. 

Ainda, segundo Carla, a Lei Maria da Penha, que completa 15 anos neste sábado, representou um avanço enorme à proteção da vítima. “Eu acompanhei o antes e o depois do advento da lei enquanto era delegada. Posso afirmar que antes era difícil que algum agressor fosse preso. Hoje está diferente. Há a garantia de maior proteção”. 

Ao todo, cerca de 30 a 40 mulheres são acompanhadas através da Patrulha Maria da Penha, comandada pela tenente Lucimeri Corrêa. “Após a concessão da medida protetiva, são realizadas visitas e coletadas informações sobre vítima e agressor. Quando constatado um alto risco à vítima há um processo enviado imediatamente ao Poder Judiciário para que seja tomada a medida necessária”. Ainda, segundo a tenente, é importante que policiais mulheres atuem na patrulha. “Assim as vítimas se sentem mais confortáveis”, concluiu. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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