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Nas ruas de Ijuí, trabalhadores informais buscam ganhar a vida

24 de setembro de 2021

Não há quem passe pela Praça da República sem notar a presença de um homem que toca violão, canta louvores e vende CD’s. Há cinco anos atuando no mercado informal, Gilberto Oliveira já chegou a conseguir mais de um salário mínimo mensal com a venda dos CD’s e as gorjetas que recebe ao demonstrar o talento na voz e no violão, mas desde o agravamento da pandemia, viu a arrecadação cair bastante. 

Por mais que surjam vagas de emprego que se encaixam no seu perfil, Gilberto prefere continuar cantando nas praças. Ora de Ijuí, ora de Augusto Pestana. Em Ijuí, O Sistema Nacional de Emprego, SINE, disponibiliza vagas diariamente, além de realizar mutirões periodicamente, no entanto, é comum notar a presença de trabalhadores ambulantes nas ruas. Pessoas que optam pela informalidade na tentativa de conseguir uma renda maior ou que não conseguem inserção no mercado de trabalho.

Não se trata de formar um contexto idealizado do trabalho informal, duro, sem direitos sociais e carregado de riscos. Mas são registros obrigatórios da expressividade e do carisma do Santo Augustense, que aos 44 anos é um entre tantos trabalhadores que encontraram nas ruas ijuienses uma frente para ganhar o pão de cada dia e garantir o sustento familiar dignamente.

Gilberto é casado com a Rita de Cássia, e pai de dois filhos. A mulher também não está inserida no mercado formal: trabalha revendendo produtos. Gilberto trabalhou com carteira assinada, em um mercado, por quase dez anos, mas pensando em seguir o sonho de ser músico e aumentar a renda da família, viu nas ruas, uma oportunidade. 

A exemplo de Gilberto, o idoso Valdomiro Rodrigues, de 63 anos, há seis meses escolheu reciclar papelões para aumentar a renda. Projetando dificuldade de inserção no mercado de trabalho, devido a idade avançada, ele nem procurou emprego com carteira assinada. Queria trabalhar e viu na reciclagem, uma oportunidade. “Peguei uma carrocinha e saí por aí. Assim, tiro um dinheirinho e ainda limpo a cidade”, comemorou. 

Segundo a Pnad Contínua Trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os trabalhadores informais no Rio Grande do Sul chegam 1,68 milhão no segundo trimestre de 2021. Uma alta de 4,34% frente ao primeiro trimestre do ano, e ainda mais forte, de 6,58%, ante o contingente de informais em igual período do ano passado. A pesquisa do IBGE considera trabalhadores informais aqueles que estão ocupados, mas sem carteira assinada ou sem registro de CNPJ, além de trabalhadores que ajudam em negócios familiares sem remuneração. 

Em Ijuí, não há um levantamento que aponte a quantidade de trabalhadores informais. Os dados levantados pelo IBGE são de abrangência estadual/nacional.  

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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