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MANCHETES

No dia do trabalho profissionais relatam as mudanças de atuação e demonstram esperança

1 de maio de 2020

No dia do trabalho, a Rádio Progresso convidou profissionais de diferentes áreas e de diversas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para gravarem depoimentos sobre o momento atual do mercado de trabalho. Em virtude da pandemia, muitas áreas foram afetadas e as relações foram modificadas. Além disso, a própria forma de atuação mudou.

Thiago Alfaro  Messina é advogado trabalhista há 13 anos e relatou que nunca na sua carreira imaginou que passaria por situação parecida com a que estamos vivenciando. Segundo ele, há cerca de 30 dias os processos estão parados, devido à pandemia. A justiça suspendeu todos os prazos e o momento, conforme Messina é de “profunda incerteza”. 

Flávia Lucca Belinaso trabalha em consultório médico, na área de psiquiatria e afirma o quanto é importante esse atendimento num momento de instabilidade emocional que a doença causa. Ela ressalta que houve a tentativa de atendimento online, no entanto nem todos os pacientes se adaptam com esse método e por isso ela segue trabalhando presencialmente com uso de todos os equipamentos de segurança. Apesar da incerteza, a esperança é que todas as pessoas colaborem para o retorno da normalidade.

A RPI ouviu ainda uma professora. Eliete da Silva Barbosa fala de sua preocupação com o retorno às aulas. Ela reforça que é praticamente impossível manter o distanciamento social no ambiente escolar. Conforme a professora, este é um momento em que os alunos estão com saudades dos amigos e o abraço, a divisão do lanche se tornaria inevitável. Eliete diz “Se para nós é difícil, imagina no ambiente escolar.” E reitera “Perder um ano letivo não se compara a perda de uma vida”.

Sônia Mello é empresária no ramo estético em Ijuí. Ela gravou um depoimento de encorajamento aos trabalhadores. Para Sônia precisamos ter a capacidade de nos reinventar. Além disso, ela afirma que é o momento de ter empatia, e muita paciência. Sônia bem lembrou que além do novo coronavírus os gaúchos enfrentam crise ocasionada pela estiagem. No entanto, com consciência e muita fé, a esteticista reitera que iremos superar.

Regina Welter, secretária de clínica médica, também gravou seu depoimento. Assim como outros profissionais, ela afirma que em décadas de profissão nunca havia passado por situação semelhante. A secretária reforça que, principalmente para quem trabalha na área da saúde, esse é um período muito complicado. O fluxo de pacientes e o modo de trabalho foi modificado na clínica onde ela trabalha, para garantir a segurança dos trabalhadores. E é necessário fé e esperança para que superemos esta fase.

Cátia Borges atua no ramo ótico. Conforme ela, o comércio vem sofrendo profundas modificações em virtude da pandemia. A ótica em que ela trabalha chegou a ficar fechada e hoje atua de forma diferenciada com tele entrega e outros serviços à distância. Foram reforçadas as medidas de higienização. Cátia afirma “Neste dia do trabalho não temos muito a comemorar”.

Camille Maske, médica veterinária que atua em Florianópolis relatou as dificuldades enquanto profissional autônoma. Conforme ela, no início da pandemia, o consultório ficou fechado durante 10 dias e atualmente os atendimentos são restritos e com horário reduzido. Ela e o esposo são trabalhadores autônomos e estão preocupados com a situação financeira. Mesmo assim a veterinária acredita que se todos forem participativos e colaborar com as medidas aos poucos tudo volta ao normal.

Sérgio Davi Jaskulski Filho é médico infectologista e também gravou seu depoimento enquanto trabalhador. Ele afirma que atua diretamente com doenças virais, em especial neste momento, com os casos de coronavírus. Enquanto profissional da saúde, lida diretamente com o medo das pessoas. Porém, neste dia do trabalho, o infectologista afirma que o que o motiva é o trabalho de toda equipe de técnicos em enfermagem, de enfermeiros e de todos os colaboradores das casas de saúde que estão na linha de frente de combate ao vírus. “Mesmo em estado de guerra eu sei que não estou sozinho”, afirmou o médico.

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Fonte: Rádio Progresso
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