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No Instituto de Oncologia de Ijuí, paciente com câncer não precisa perder o cabelo

14 de janeiro de 2022

O município de Ijuí acaba de receber a primeira Touca Inglesa Paxman, tecnologia age para combater um dos principais e mais devastadores efeitos colaterais da quimioterapia: a queda de cabelos.  A chegada deste equipamento é um marco, pois pacientes de toda região vão ter acesso a essa tecnologia pioneira que já foi utilizada por famosas como Ana Furtado, Sabrina Parlatore e Cristina Ranzolin, e que está presente nos principais centros de referência de tratamento de câncer nos Estados Unidos e Europa, como o hospital universitário do Texas – MD Anderson Cancer Center ou Johns Hopkins Hospital, que estão entre os cinco melhores do mundo. O Instituto de Oncologia de Ijuí, IOI, já recebeu o equipamento e na próxima semana, passa a oferecer o tratamento. 

Enfrentar o câncer é um grande desafio, e que pode ser ainda mais difícil quando pacientes apresentam quadros de baixa autoestima e depressão. Estudos revelam que a queda de cabelo é um dos efeitos colaterais mais traumatizantes da quimioterapia e causa danos que vão muito além do aspecto visual. As consequências são graves e até podem incidir na desistência do tratamento.  

Em entrevista à Rádio Progresso, um dos diretores do IOI, Anibal Nogueira, explicou que a touca, conectada a uma unidade de refrigeração, é colocada na cabeça do paciente cerca de 30 minutos antes e mantida em torno de uma hora e meia após a infusão das drogas, dependendo do protocolo adotado. O sistema resfria o couro cabeludo a uma temperatura em torno de 20°C. Com isso, diminui o fluxo sanguíneo nos folículos capilares e reduz a absorção dos fármacos na região.   

No Brasil, desde 2013, já foram realizadas mais de 200 mil sessões nos principais centros de referência e hospitais de 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O sistema, criado no Reino Unido pela empresa Paxman, é o único no Brasil com certificação da FDA (agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA) e registrado na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A tecnologia de resfriamento do couro cabeludo vem sendo desenvolvida há décadas, e curiosamente já utilizou até mesmo melancias na cabeça de pacientes, nos primórdios dos estudos. Ao longo de mais de 20 anos de pesquisas com a Touca Inglesa, pacientes relataram a diminuição da alopecia a ponto de dispensar o uso de lenço ou peruca. A taxa de sucesso depende do tipo de medicação administrada, 50% para as mais fortes e até 92% nas menos agressivas e a sensação de frio foi tolerada por 98% dos pacientes. A terapia não é indicada para os tipos de câncer hematológicos ou para alguma alergia ao frio.

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Fonte: Rádio Progresso
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