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O pós-Gauchão dos Drones: assimilação e reestruturação

12 de junho de 2017

2017 é um ano estranho. Repleto de turbulências, incertezas e desafios. O Ijuí Drones vive seu próprio turbilhão e estuda quais medidas serão necessárias para o melhor desenvolvimento do trabalho. Os zangões finalizaram o campeonato gaúcho de FA no dia 4 de junho. Em Viamão, perderam para o Porto Alegre Pumpkins por 41×07 já no Wild Card. A semifinal – o objetivo dos primeiros seis meses – não foi alcançado. Finalizada a competição para os Drones, a diretoria inicia uma série de reuniões. Há pontos críticos a serem cuidados com perícia: técnico, dinheiro e elenco.

 

A CAMPANHA NO ESTADUAL 2017
O enxame disputou seis jogos no estadual. Venceu nas três rodadas iniciais e foi o primeiro a carimbar a classificação para a segunda fase. A estreia ocorreu dia 4 de março, no Estádio 19 de Outubro, do Esporte Clube São Luiz. Vitória por 39×07. Confronto sob chuva, uma semana antes do primeiro jogo do rubro na segunda divisão do Gauchão de soccer. Devido ao acúmulo de água, o céspede local ficou enlameado, resultando num frenesi de críticas. Então, aos amarelos sobrou a necessidade de lidar com uma avalanche de críticas e a antipatia escancarada de muitos locais. O triunfo ficou relegado ao segundo, terceiro, quarto plano ou talvez ao quase esquecimento. A partir de então, o Drones retornou ao Poliesportivo, campo municipal ao lado do Ginásio Wilson Mânica.
 
Dia 18 de março, o primeiro jogo do ano longe da colmeia do trabalho. Triunfo por 21 a 20 contra o Gorillas, da capital gaúcha. Foi o primeiro embate decidido no overtime. Chegou o mês de abril, pouco tempo para trabalhar porque, a chuva: ELA NÃO PAROU. E caiu sobre os players num duelo de tira-teima e já um clássico estadual contra o Porto Alegre Bulls. A manada chegou a abrir vantagem de 13×00, mas os mandantes reagiram e o tempo normal de confronto terminou com placar 16×16. No tempo adicional, um field goal executado corretamente classificou os ijuienses.
 
Depois, porém, duas derrotas. No Presidente Vargas, em Santa Maria, a equipe começou dando trabalho ao Soldiers, que até então não havia sofrido pontos. Logo o placar estava 13×12, até dois jogadores do Drones serem ejetados. No segundo quarto do embate, os soldados abriram uma vantagem que não pode ser recuperada. Desse modo, o Santa Maria Soldiers manteve a invencibilidade e conquistou o direito de disputar a semifinal. A recuperação era aguardada para o último jogo da primeira fase.

 

Em 21 de maio, de novo em Ijuí, embate com o Santa Cruz Chacais. Um jogo, uma despedida. Uma nova derrota, dessa vez por 19×37. Perdeu-se, com ele, o mando de campo do wild card. Perdeu-se também um ícone do time. O head coach Eduardo Mundstock comunicou ao elenco, ao final do embate, que se desligaria da função quando o Gauchão chegasse ao final. A despedida oficial da sideline aconteceu no último dia 4 de junho. Pumpkins 41×07.
 
 

CAMPANHA DO DRONES NO ESTADUAL

6 Jogos     3 Vitórias     3 Derrotas     117 Pontos Feitos     180 Pontos Sofridos


 
“COMO SERÁ O AMANHÃ?”

 

“Responda quem puder“, diria a cantora Simone. E, nesse caso, um dos entes envolvidos na tarefa de decifrar o que foi o primeiro semestre amarelo e preto é Thiago Fengler, vice-presidente. A primeira reunião com o elenco e com membros da diretoria ocorreu na tarde de sábado, dia 10, no Ginásio Wilson Mânica. Para o vice-presidente, o Gauchão foi muito bom.
 
Agora o momento é de pensar no segundo semestre. Alguns jogadores chegaram há pouco. Tivemos algumas mudanças. Infelizmente durante o campeonato perdemos jogadores por lesão no decorrer do campeonato. Agora é parar para ver o que a gente errou e acertou

Sobre a derrota para o Pumpkins, Fengler destacou as dificuldades do campo em Viamão, visto que – de novo – a chuva, ela não parou. Segundo ele, o elenco reduzido também complicou a situação e foram necessárias improvisações diversas, com muitos jogadores de ataque precisando defender e vice-versa.

Há, porém, historias positivas, de dedicação ao football. Alessandro da Costa Inocêncio viu sua filha nascer num sábado à noite. Passou a noite no hospital acompanhando a esposa e zelando a recém-nascida. Não viajou com a delegação. Mas jogou. Recebeu aval da família e uma carona. Vestiu as cores do enxame e jogou.

Por esses gestos que muitos continuam no time”, exaltou o vice-presidente.

Alessandro é o coordenador de ataque dos Drones e atua como OL. O próprio contou sua história, o que houve contra os abóboras e o que o futebol americano significa para ele:

Fengler reiterou que o fato de não poder jogar no 19 de Outubro não desanimou os jogadores.

A gente sabe que a prioridade para utilizar o Estádio é do São Luiz… Nossos jogadores foram aos jogos do time no Acesso ajudar o São Luiz. Essa parceria só tende a aumentar. Estando nós lá no 19 de Outubro ou não, a parceria segue

 

 
SEGUNDO SEMESTRE
Uma das coisas que os zangões estudam é se participam ou não da Copa Sul. A expectativa é de que nos próximos seis dias haja uma definição quanto a presença ou não na competição, já que as inscrições encerram em breve. Nesse ponto, o fator financeiro é um limitador, devido aos deslocamentos serem interestaduais. A ausência na Liga Nacional teve como pano de fundo esse fundamento, inclusive.

Além disso, nesse processo de reestruturação, reforçar o elenco está em pauta.  No próximo dia 28 os Drones realizarão um try out. A divulgação dessa seletiva será feita pelo clube nos próximos dias. Ao mesmo tempo, o clube estrutura maneiras de reforçar sua marca para a comunidade local por meio de atividades que o aproximem do público ijuienses.

Fengler foi questionado sobre a resistência que muitos dentro da cidade em relação ao clube de futebol americano, principalmente após o episódio do gramado do 19 de Outubro. O vice-presidente concorda que essa situação existe, até por ser um esporte novo e em expansão.

Nosso objetivo vai sempre unir para crescer. [O Drones] é mais uma equipe na cidade, uma opção para as famílias no final de semana

Ele salienta a valorização que o Drones dá para o empresariado local.

Poderíamos ter buscado, por exemplo, uma confecção de fora para fazer o nosso uniforme. Mas buscamos uma daqui, para levar o nome de Ijuí para fora daqui. E hoje temos um dos uniformes mais bonitos do Estado feito por uma empresa daqui

 

CONFIRA ABAIXO A ENTREVISTA COMPLETA

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