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Onyx Lorenzoni diz que objetivo da CPI da Covid é atacar Bolsonaro

18 de outubro de 2021

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) decidiu propor em seu texto final o indiciamento do presidente e de outros três ministros de seu governo: o titular da Saúde, Marcelo Queiroga, o atual ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, e o atual ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

Em entrevista à Rádio Progresso, o Ministro Onyx Lorenzoni disse que está tranquilo e que a acusação contra ele, de “genocídio contra os povos indígenas” não se sustenta. “Isso é uma irresponsabilidade, que não se sustenta. Fui o ministro que organizou o auxílio emergencial, que assistiu tantos brasileiros, promovemos a vacinação dos indígenas, cuidamos da maneira que conseguimos. Todas as atitudes em prol deste povo, foram tomadas”.

Onyx disse que a CPI “não para de pé” e que foi organizada para atacar o presidente, que está até agora “sem nenhum caso de corrupção”. “Desde o princípio, foi organizada para construir uma narrativa contra o presidente Jair Bolsonaro e o seu governo. E a resposta, a população já deu, é só comparar os dois movimentos que aconteceram, pró e contra o governo”. 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que não irá se omitir em casos de elementos contundentes relacionados ao governo federal no relatório apresentado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado. O PGR disse que “serão tomadas todas as providências”.

Após insatisfações sobre trechos do documento do relator e debates, entre outros pontos, sobre a inclusão de membros da família de Bolsonaro entre as propostas de indiciamento, o relatório será lido na quarta-feira, 20. Anteriormente este seria o dia para votação, que passou para 26 de outubro.

Se aprovado pela maioria dos senadores da comissão, o relatório final será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá a tarefa de conduzir as investigações sobre os indiciados com foro privilegiado, como o presidente Bolsonaro, ministros e parlamentares federais. A CPI, como toda comissão parlamentar de inquérito, não tem poderes acusatórios.

O relatório ainda será encaminhado à 1ª instância do Ministério Público Federal dos estados, que terão a tarefa de levar à frente as apurações que envolvem outros indiciados. Cópias das investigações serão encaminhadas também à Polícia Federal e à Receita Federal, além do Tribunal Penal Internacional, por causa das acusações de genocídio de indígenas e crimes contra a humanidade.

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Fonte: Rádio Progresso
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