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Ossadas da época da escravidão são encontradas no centro de São Paulo

6 de dezembro de 2018
Foto: Marcelo Brandt/G1

Um grupo de arqueólogos identificou resquícios do Cemitério dos Aflitos, o primeiro cemitério público da cidade de São Paulo, no bairro da Liberdade, sob os escombros de um edifício. De acordo com os pesquisadores, ao menos sete esqueletos da época da escravidão no Brasil, enterrados no período de 1775 a 1858, foram localizados entre outubro e dezembro de 2018.

Como o local é uma propriedade particular e até o início deste ano abrigava um prédio, a proprietária do espaço decidiu demolir o edifício por causa de problemas estruturais e construir um novo empreendimento comercial no local.

Por estar ao entorno de uma capela que é um bem tombado, a proprietária da área contratou uma empresa de pesquisa arqueológica para ver se havia evidencias do antigo cemitério. Três arqueólogos especialistas em sítios do tipo funerário identificaram sete esqueletos entre outubro e o início de dezembro deste ano na área de 400 m², cerca de um metro abaixo do nível da rua.

O último esqueleto foi encontrado na segunda-feira (3), então, de acordo com os pesquisadores, ainda não é possível identificar a origem dos indivíduos, a idade, a causa da morte, nem o sexo, mas significam a prova material do que estava documentado e com detalhes que não foram registrados.

“Os esqueletos não foram enterrados com pertences e pelo menos um deles usava um colar com contas de vidro, o que indica o pertencimento a alguma religião de matriz africana. Assim, no mínimo, a descoberta comprova que o primeiro cemitério de São Paulo era destinado às populações marginalizadas socialmente, aos escravizados, aos presos, aos pobres, às pessoas com doenças contagiosas, aos condenados à forca e àqueles que não possuíam família”, explica Sônia Cunha, arqueóloga coordenadora da pesquisa em campo.

Fotos: Marcelo Brandt/G1

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Fonte: G1

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