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Padrasto admite que bateu na cabeça de menino de dois anos, morto na última quarta-feira (5)

8 de dezembro de 2018

Uma combinação de cocaína, bebida alcoólica e medicamento teria sido a fórmula que levou Jonatas Gomes de Melo, de 32 anos, a espancar o enteado de dois anos até a morte, na madrugada de quarta-feira (5) em Encruzilhada do Sul. Pelo menos é o que ele alega. O Padrasto do pequeno Enzo Gabriel Quintana Dilenburg, foi preso às 22h20 da última quinta-feira (6), em Santa Cruz do Sul. Foi uma denúncia anônima que levou a Brigada Militar até uma casa onde o procurado foi preso.

O suspeito estava desaparecido desde a madrugada do crime. Durante a tarde de ontem, a delegada Raquel Schneider revelou que já havia um mandado de prisão decretado contra Jonatas. Ao ver a chegada dos PMs na casa, o acusado saiu sem reagir e se entregou. “Possivelmente ele já imaginava que não tardaria a ser preso”, avaliou o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Giovani Paim Moresco. 

Após os exames de praxe no hospital, Jonatas Gomes de Melo foi levado até a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), para o depoimento. Conforme a delegada Raquel Schneider, ele admitiu as agressões, mas disse que não lembrava direito o que havia acontecido, tampouco soube dizer o motivo. “Ele afirmou que, na ocasião, já havia consumido álcool, cocaína e Rivotril. Disse que bateu na cabeça do enteado com as mãos, sem saber por que, alegando apenas que não queria matar a criança. Ainda investigamos se o acusado não usou algum instrumento no crime”, revelou a delegada.
 
No depoimento, o homem disse lembrar que havia acordado às 2 horas da madrugada de quarta. Nesse momento, as agressões teriam ocorrido. Na conversa com a polícia, Melo afirmou que o pequeno Enzo sequer chorou. Depois da violência, Melo voltou a dormir e acordou novamente às 5 horas para ir ao banheiro. Ao voltar para o quarto do casal, percebeu que Enzo, que estava em um berço, no mesmo cômodo, já tinha “o corpo frio”. Então, o padrasto teria acordado a mulher e fugido.

Laudo preliminar apontou que Enzo teve uma costela fraturada e sinais de possível esganadura, além de hematomas no corpo e rosto

O acusado também negou ter agredido a vítima anteriormente. O depoimento do preso se estendeu pela madrugada desta sexta-feira. Depois, ele foi levado ao Presídio Regional de Santa Cruz e transferido na manhã de sexta-feira para Encruzilhada do Sul.

Horas antes da captura de Melo, a mãe de Enzo, de 30 anos, foi ouvida novamente pela polícia. Segundo a delegada Raquel, ela manteve a versão inicial, contada quarta-feira, de que teria encontrado o menino desacordado no berço, pela manhã. A mulher também revelou novos detalhes sobre a relação do padrasto com a criança. “Ela contou que ele teria batido no menino uma vez, e que ela teria se colocado na frente do padrasto, apanhando também. Nessa ocasião, a mãe teria chegado a sair de casa, mas acabou retornando depois”, detalhou.

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Fonte: Gaz - Gazeta online

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