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Padre de Santo Augusto é condenado por falso testemunho em caso de estupro

26 de outubro de 2021

O Tribunal de Justiça (TJ) condenou, em segunda instância, um padre por falso testemunho em um caso de estupro que ocorreu em uma das salas da igreja em que atuava em Santo Augusto, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul. Na época, o pároco disse à Justiça que não poderia informar o que foi dito pelo acusado pois as declarações teriam sido dadas em confissão.

O crime aconteceu em 2015 e a vítima era uma adolescente. Ele terá de pagar multa de R$ 3,4 mil e prestar serviços comunitários. A decisão é de agosto deste ano e o pároco desistiu de entrar com recurso e apelar em terceira instância. De acordo com o desembargador Julio Cesar Finger, da 4ª Câmara Criminal, Genuir Marmentini fez afirmação falsa como testemunha no caso. “Ouvido naqueles autos, na condição de testemunha compromissada, Genuir referiu que não poderia informar o que foi dito por aquele acusado acerca dos fatos, pois suas declarações estariam acobertadas pelo sigilo do sacramento da confissão”, disse o magistrado.

No entanto, três testemunhas ouvidas no processo afirmaram que Marmentini expôs a elas, em detalhes, o que foi dito pelo acusado de estupro. Disseram, ainda, que a conversa entre os dois não teria ocorrido em confissão. De acordo com a investigação policial, a pessoa acusada de estupro alugou, em 2015, um quarto que fica em um prédio da Paróquia São João Batista, em Santo Augusto. O crime aconteceu no local. Os nomes do acusado e da vítima não foram divulgados.

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Fonte: G1
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