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Para corretor de cereais, preço da soja não deve ter alta substâncial de maneira imediata

20 de abril de 2017
A grande produtividade de soja da safra deste ano no Rio Grande do Sul contrasta com a queda do preço pago ao agricultor, atualmente em cerca de 56 reais a saca. Diante disso, os produtores ficam num impasse, entre comercializar o produto ou segurar a oleaginosa para aguardar melhor valorização de mercado. Em entrevista nesta manhã na RPI, o consultor de cereais, Índio Brasil, ressaltou que no momento a grande maioria dos agricultores realiza venda apenas da soja necessária para quitar compromissos imediatos.

Sobre o futuro, o corretor de cereais orienta que o produtor faça planejamento, reveja as contas e analise se é melhor alongar dívidas nos bancos ou outras situações, mas cuidar para não se endividar. Segundo Índio Brasil, a atenção redobrada com os custos na propriedade é fundamental. Ainda enfatizou que o agricultor deve aproveitar as oportunidades que surgem e perceber se é viável comercializar a soja.

O profissional também comentou que se houver aumento de preços da soja, isso deve ocorrer progressivamente e muito depende da nova área da oleaginosa nos Estados Unidos, que poderá ser bastante extensiva, o que traz consequências negativas para o Brasil. O corretor Índio Brasil adianta que o produtor gaúcho não vai ter preços da soja no patamar de 80 reais, como foi no ano passado.

Se a saca da oleaginosa chegar a 70 reais, já vai ser um grande negócio, até porque tem muito grão no mercado, visto as ótimas produções da Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. No que concerne o milho, Índio Brasil destacou que o governo federal promete fazer leilões para aquisição de produto, o que pode ajudar, pelo menos, na manutenção de preço ao agricultor.
 

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