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Para evitar apagão, indústria brasileira se compromete a economizar energia no horário de pico 

15 de setembro de 2021

Para evitar um possível apagão, o setor industrial brasileiro se comprometeu em reduzir 1,15% do consumo de energia elétrica por hora durante o horário de pico neste mês de setembro. A informação é do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esta economia representa 237 megawatts por hora e o objetivo é evitar a sobrecarga do consumo de energia elétrica, já que o país vive uma crise energética, com reservatórios com níveis baixíssimos de água.

De acordo com o empresário paulista do ramo de alimentos, Vadão Gomes, por trabalhar com produtos perecíveis, não é possível parar a produção totalmente. Mas ele diz que a empresa já comprou geradores para economizar energia elétrica. Para o industrial, é o momento do país se unir para que não falte luz. “Infelizmente, nós não vamos poder parar 100%. Mas vamos substituir por geradores. Adquirimos geradores esta semana. Vamos parar a parte de produção nestes horários de pico recomendados. Acredito que o Brasil terá que se adequar a essa crise que vivemos hoje. Então, o governo orienta, acho que está oportuno. O momento está oportuno e os empresários vão ter que aderir sem mexer na produtividade, na produção, porque é só adequar o horário de higienização, por exemplo. Fazer nestes horários. Gasta menos energia. Ou até mesmo desligar. Fazer turno mais tarde, mais à noite, envolver outros horários do dia. Portanto, vejo extremamente oportuna pela necessidade que vivemos hoje”.

Para o gerente de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Isaque Ouverney, a indústria vem unindo esforços para superar este momento crítico que o país passa. Segundo ele, o setor coopera, sem perder a competitividade de mercado. “É importante ressaltar que como medida energética, a auto geração e a melhoria de processos positivos estão presentes na agenda da indústria há muito tempo e em todos os níveis de indústrias, e ainda mais nesse momento. A situação é grave e esse volume médio de redução demonstra a disponibilidade de indústria em unir esforços para atravessar esse período desafiador, mantendo a competitividade da economia nacional, ainda mais num momento de retomada que nós estamos vivenciando. E por fim, é importante destacar que essa redução pode ser ampliada com a flexibilização do programa da devolução voluntária da demanda, permitindo que o volume mínimo de redução dos atuais 5 megawatts médio para 1 megawatts médio, ampliando sensivelmente o escopo de indústrias que podem contribuir com o programa”. Este programa para a indústria foi lançado pelo governo no fim de agosto.

Os grandes consumidores devem ofertar, pelo mesmo, uma economia de 5 megawatts/hora de energia, em lotes com duração de 4 a 7 horas. É o Operador Nacional do Sistema Elétrico quem define a grade horária de ofertas para cada mês, contendo os períodos permitidos para redução/deslocamento da demanda, bem como os horários para a eventual compensação. Agora em setembro, o ONS aceitou ofertas para redução de energia nos seguintes horários, considerando o Sudeste: das 13h às 5 horas, das 18h  às 22h e das 14h às 21h. A grade horária varia conforme a região do país.

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Fonte: Rede de Notícias Regional/Brasília Crédito da foto: Divulgação 
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