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Para perito contratado por Temer, gravação é “imprestável como prova”

22 de maio de 2017

O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa do presidente Michel Temer, afirmou que a gravação feita pelo empresário Joesley Batista em conversa com o presidente e entregue ao Ministério Público Federal (MPF) é "imprestável como prova". Ele concedeu entrevista coletiva no fim da tarde desta segunda-feira, 22, e disse que o áudio entregue pelo empresário "está completamente esburacado". Segundo Molina, a gravação foi feita com qualidade baixa e o áudio apresenta descontinuidades. Ou seja, não é possível, de acordo com o perito, afirmar que não houve edição no áudio.

Molina também criticou a postura do MPF de ter anexado a gravação ao inquérito sem tê-la submetido à perícia da Polícia Federal (PF). "Eles concluem que o diálogo 'encontra-se audível, apresentando sequência lógica'. Na fala do presidente, mais da metade é ininteligível. Se [a fala] de um dos interlocutores que participaram da gravação é ininteligível, como dizer que tem sequência lógica?", argumentou.

O perito contratado pela defesa do presidente aponta vários momentos nos quais, segundo ele, há descontinuidades na gravação. Ele ainda aponta que o gravador utilizado por Joesley opera em uma qualidade muito baixa, em frequência de 4 bits. "São até raros os gravadores que usam 4 bits. Causa até estranheza que uma gravação de tal importância tenha sido feita com um gravador tão vagabundo", disse.

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