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Para representante da Farsul, atual situação do mercado do trigo é a pior dos últimos anos

14 de novembro de 2016
A área agrícola vive uma disparidade no momento em relação ao trigo, visto que a colheita da atual safra, praticamente no final, apresenta bom rendimento, no entanto, o preço pago ao produtor está muito baixo, além de que praticamente não há comercialização do cereal. Em entrevista nesta manhã na RPI, o presidente da comissão do trigo da Farsul, Hamilton Jardim, ressaltou que há 12 anos à frente do mencionado grupo, não tinha se deparado com uma situação tão complicada.

Disse que na atualidade ocorre praticamente apenas a troca de trigo por insumos ou demais produtos em cooperativas e empresas. Com isso, o agricultor não consegue ter dinheiro em mãos com a venda do cereal. Em contraponto, observou que em Palmeira das Missões lavouras produziram cerca de 83 sacas de trigo por hectare, o que não é muito diferente da região de Ijuí.

Hamilton Jardim comentou que participou recentemente de encontro em Assunção, capital do Paraguai, durante o 1º Fórum do Trigo e Arroz. Também esteve presente o ministro da Agricultura brasileiro, Blairo Maggi. O representante da Farsul explica que há excesso de oferta de trigo em todo o mundo, além de que a Argentina entrou forte no mercado, visto a nova política agrícola do país, o que repercute para o produto gaúcho. Como solução, Hamilton Jardim entende que o governo federal precisa atuar com o Pepro, ou seja, prêmio de equalização para beneficiar o agricultor, além de retirar o trigo excedente do Rio Grande do Sul.

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