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Patrícia Eickhoff, psicóloga do esporte, fala sobre primeira vitória do São Luiz no gauchão

8 de fevereiro de 2019

O jogo ocorrido no último dia 5, no estádio 19 de Outubro em Ijuí, pela quinta rodada do campeonato gaúcho, mostrou que a equipe do São Luiz soube administrar a situação que vinha se apresentando. Certamente, em todos os jogos o desejo de ganhar a partida e acumular pontos é o objetivo principal. No entanto, nem sempre este desejo é alcançado, em virtude de vários fatores que existem no futebol, por isto este jogo e esporte desperta interessa e paixão por várias pessoas, torna-se algo interessante, sendo algo cultural da característica brasileira.


Por tratar-se de desejos e realizar objetivos, percebe-se que já nesta intenção existe e aparece o fator psicológico (desejo e objetivo), que muitas vezes não é lembrado ou analisado. O psicológico está presente em várias situações sendo, às vezes, o elemento diferencial para a conquista ou fracasso,
o qual atua com técnica, tática e preparação física.


Os últimos jogos não foram como a torcida e os envolvidos com o time almejaram.
Apesar de sempre demonstrarem uma equipe qualificada e com bom desempenho, os resultados não respondiam com a dedicação e ambição de fazer gol. Ninguém gosta de perder, ou não conseguir aquilo que julga merecer. Muitas vezes quando não satisfaz a expectativa, ocorre o risco de gerar frustrações, raiva, desânimo, assim como outros sentimentos de negatividade, desistência, fraqueza e fragilidade. Mas para outro lado, isto também pode gerar força e mais motivação.


Quando a derrota
ou a vitória chegam, um dos segredos encontra-se em saber gerenciar a situação, ou melhor, entender a situação. Cada grupo tem sua maneira de conduzir isto, mas algo importante é saber que o “sofrimento” vire aprendizado e seja compreendido, não ficar pensando : “e se tivesse marcado o pênalti”, “e se o jogador não se machuca “ e se tirar esses “ e se”.  Devemos tirar essa indecisão que a expressão “e se” traz , quem sabe essas expressões encaminham para maiores dificuldades e acertos.

Trabalhar com a realidade e avaliá-la. É como na escola, os alunos passam um semestre trabalhando, estudando (aqui poderíamos pensar no preparo dos atletas); chega o momento da prova (para os atletas o momento da competição) neste dia, neste momento que tem tempo determinado é que vai mostrar tudo que desenvolveu, após tentar fazer o seu melhor (lembramos também que as provas deixam algumas pessoas ansiosas, nervosas, inquietas, inseguras, isto também pode ocorrer com os atletas, é por isto da importância da tranquilidade). Após a prova vem a avaliação dessa maneira é importante ver quais as questões que teve dificuldade, que errou, acertou, as duvidas etc. Ou seja, sempre é bom estudar a situação e não pensar que não ira conseguir atingir a nota que almeja tudo é possível é somente não desistir e ir realizando, feito isto suas habilidades aumentam concentração, e a maneira de resolver os “problemas”. São “os pés no chão” que dá para seguir em frente e saber o caminho, ou seja, é na realidade que podemos projetar e saber de novos caminhos.

O São Luiz sempre teve este equilíbrio e não se deixou decrescer em virtude disso, fez crescer e ter confiança, confiança aqui não somente na partida, mas com torcedor, companheiros, equipe e diretoria. Ao mencionar confiança e equipe foi pertinente a troca feita no time. Quando algo não está indo como o esperado, o novo se torna uma luz e esperança. Ou seja, o novo que falo é mudança, e quando existe essa mudança de titular ou reserva não quer qualificar ou desqualificar o outro, mas sim, mostrar que cada um está para apoiar o time, afinal no futebol ou em outros esportes não se faz sozinho e não se joga sozinho se joga com a equipe e pela equipe, todos são importantes e exercem sua funcionalidade para alcançar o sonhos( que é de todos).

Às vezes está em certos discursos uma separação feita por nossa linguística, entre reservas e titulares, a entonação de reserva e titular parecem ser dois times opostos que um briga pela vaga do outro, criando certas rivalidades. Obviamente que no São Luiz o que percebemos não tem essa competitividade que atrapalha e reflete na equipe. Todos fazem parte da equipe. Foi boa essa mudança para o time, e em algumas situações é pertinente fazer isto até para preservar os próprios atletas, onde jamais menospreza o trabalho do outro ,o que tem diferente talvez é as configuração e talvez as características de armações de estratégia, que faz parte do esporte. Podemos ainda salientar que esta situação é uma das varias preparações psicológicas e mentais que existe de situações que poderão ocorrer.

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