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Pena superior a 30 anos para condenados por assalto e morte em Tupanciretã

5 de dezembro de 2016

O Juiz de Direito da Comarca de Tupanciretã, Marco Luciano Wachter, condenou dois homens pela morte de um taxista após o assalto a uma lotérica do município, em 21 de março de 2013.
 

O caso
 

Conforme a denúncia, os acusados Nilton César da Cunha Pinheiro, Alexandre Tolentino Estrahe, Paulo Roberto Santos de Araújo e outro indivíduo não identificado, entraram armados em uma lotérica da cidade portando armas de fogo e roubaram R$ 340,00, um telefone celular da caixa do estabelecimento e a carteira de um cliente contendo R$ 50,00 e um talão de cheques.
 

Eles usaram um veículo Renault Clio, roubado na cidade de Santa Bárbara do Sul. O motorista era a pessoa que não foi identificada. Já Paulo Roberto estava em outro veículo. Durante o assalto, uma patrulha da Brigada Militar passou pelo local e os policiais perceberam a presença do indivíduo ainda não identificado, que ficou aguardando no Clio. Este homem fugiu quando percebeu a presença da Brigada Militar, mas bateu o carro e seguiu a pé.
 

Diante disso, os comparsas fugiram da lotérica em um táxi, obrigando o motorista Hélio Pedro Kuhn a seguir até a localidade Rincão dos Cinco Veados, interior da cidade de Quevedos. Quando chegaram, Nilton César da Cunha Pinheiro e Alexandre Tolentino Estrahe afogaram a vítima. Uma policial que prestou depoimento informou que eles teriam matado o taxista porque ele teria reagido. Além disso, Alexandre e Nilton teriam se desentendido e Nilton também o teria matado. Os dois corpos teriam sido jogados no rio. Ele pegou uma carona no outro lado do rio e teria fugido para Santa Maria. A polícia também foi informada sobre o número de telefone usado pelo criminoso. E, assim, com uma interceptação telefônica, a dupla foi localizada.
 

Para o Juiz, existem quatro vítimas: a lotérica, a funcionária que teve o celular roubado, o cliente e o taxista Hélio Pedro, morto na fuga. Por isso, o magistrado afirma que são quatro crimes.
 

Condenação
 

Nilton César da Cunha Pinheiro era foragido do regime semiaberto. Por ser reincidente, e ainda com os agravantes do meio cruel e da vítima ter mais de 60 anos, o Juiz fixou a pena em 37 anos e 6 meses de reclusão e multa de 510 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo. O réu Paulo Roberto Santos de Araújo foi condenado a 36 anos, 1 mês e 10 dias, além de multa de 450 dias-multa, no valor de 1/30 do salário mínimo.

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