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Petrobras reduz preço do gás de cozinha de 13 kg

5 de abril de 2018
A Petrobras anunciou nesta semana corte de 4,4% no preço do gás de cozinha vendido em botijões de 13 quilos, mais usado por residências. É o primeiro ajuste sob a nova política de preços para o combustível, anunciada em janeiro após uma sequência de altas no segundo semestre de 2017.

A partir de hoje o preço médio do produto em suas refinarias será de R$ 22,13, contra os R$ 23,16 vigentes desde 18 de janeiro, quando a estatal anunciou a nova política com ajustes trimestrais. A companhia não faz mais projeções sobre qual será o valor de queda para o consumidor. O valor cobrado pelas refinarias corresponde a 35% do preço final do produto – o restante são impostos e margens de distribuidores e revendedores.

A mudança na política de preços foi anunciada pela empresa com o objetivo de evitar o repasse ao consumidor brasileiro de volatilidades internacionais dos preços do combustível. Desde junho de 2017, os preços vinham sendo reajustados mensalmente. Na ocasião, o gás de botijão teve a maior alta em 15 anos: de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o preço do produto ao consumidor final subiu 16,4%, com relação ao praticado no fim de 2016, já descontada a inflação.

Aumento maior do que esse, só em 2002, quando a alta foi de 34%. Naquele ano, assim como em 2017, a Petrobras inaugurou uma política de acompanhamento mais próximo das cotações internacionais. Desde 2003, a Petrobras pratica preços diferentes para o gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) de acordo com o tamanho do vasilhame.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) afirmou que a queda do preço do GLP residencial faz o valor praticado no mercado interno ficar 2,2% acima da paridade internacional. Conforme o Sindigás, o reajuste oscilará entre menos 5,1% e menos 3,6% nas refinarias, de acordo com o polo de suprimento. Segundo o sindicato, o GLP empresarial está 41,8% acima do preço das embalagens de 13 quilos, uma crítica frequente da entidade, que alega que os dois combustíveis têm a mesma molécula e, portanto, deveriam ter custo semelhante.

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