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Postos da região vendem gasolina a menos de R$4

25 de novembro de 2018

Vários postos de combustível no Vale do Sinos e em outras regiões do interior do Estado venderam gasolina comum a menos de R$ 4 nessa sexta-feira para aproveitar a Black Friday. Em alguns, havia exigência de pagamento por aplicativo, mas não em outros. 

No caso da rede de postos Boa Vista, o preço continua a R$ 3,99 para quem tem o cartão de fidelidade da empresa. Vale para estabelecimentos em Erechim, Palmeira das Missões, Carazinho e Estrela. Para o cliente normal, o preço do litro da gasolina subiu para R$ 4,19, que ainda é um valor baixo, ainda mais na comparação com Porto Alegre. 

– Mas pelo que está caindo na refinaria, logo o preço ficará a menos de R$ 4 fixo para todos os clientes e ainda menor para quem tem o nosso cartão – avisa o dono da rede Boa Vista, Henrique Leonhardt. 

Mas como consegue oferecer um preço tão mais baixo que o mercado? Leonhardt explica que o segredo está na escala. Compra em grandes quantidades, negocia bem com a distribuidora, mantém uma margem de lucro pequena e vende bastante. 

Outro ponto é que a empresa também tem três supermercados, em Carazinho e em Palmeiras das Missões. Usa a gasolina com preço baixo para atrair clientes.

A rede Boa Vista não vendia gasolina a menos de R$ 4 desde novembro de 2017. Ou seja, voltou ao preço de um ano atrás. Para quem ficou interessado, o cartão tem um custo mensal de R$ 6,90, mas dá desconto também nos produtos do supermercado. 

A Petrobras começou a reduzir o preço da gasolina em setembro e, desde então, o valor caiu mais de 28%. A estatal determina a cobrança na refinaria. Os preços na distribuidora e nos postos são livres. O repasse não tem ocorrido na mesma intensidade. Sempre consultado pela coluna Acerto de Contas, o levantamento desta semana ainda não foi divulgado pela Agência Nacional do Petróleo.

O preço da gasolina tende a continuar caindo nos próximos meses, segundo o economista João Fernandes, da gestora de fundos Quantitas. Fernandes faz o acompanhamento do repasse da queda dos preços internacionais para o valor cobrado pela Petrobras na refinaria. Usa como referência o preço da gasolina cobrado nos Estados Unidos.

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Fonte: Giane Guerra/GZH.

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