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Pouco incentivo e muito amor pelo esporte: Capitã do Elite se divide entre trabalho e treinos

22 de outubro de 2021

Quem não sonhou em ser um jogadores de futebol? Skank tinha razão quando criou e popularizou o refrão que mais tarde se tornaria trilha sonora para muitos e muitas atletas. No caso das mulheres, no entanto, mesmo com a realização do sonho e a participação em competições importantes da elite do futebol, a realidade é um tanto quanto mais dura do que no caso dos jogadores homens. 

Disputando o Campeonato Gaúcho Feminino, o Elite de Santo Angelo, equipe que representa a região, ainda não tem o reconhecimento merecido. As atletas precisam conciliar a rotina de treinos com o trabalho, já que ainda não é possível unir “o útil ao agradável” e retorno financeiro é insuficiente. Para sustentar a família e as necessidades diárias, a capitã da equipe, Taís Bidinha, divide seu tempo entre os treinos e o trabalho como representante comercial no segmento de medicamentos.

Em entrevista à RPI, Taís explicou que para conseguir dar conta de tudo, precisa manter uma rotina regrada. “Acordo cedo e vou para a academia, depois vou para o meu trabalho, que consiste em viajar pelas cidades da região, representando os medicamentos e à noite vou treinar”. Bidinha, que divide os gramados com a irmã gêmea Taísa, acredita que em um futuro próximo, a modalidade feminina vai ter mais visibilidade. “Ainda não conseguimos viver do futebol, mas tenho fé que logo as mulheres terão mais reconhecimento”. 

O Elite, apesar dos percalços, após perder de goleada para o Internacional (10X0), emendou duas vitórias consecutivas, contra o Juventude e no domingo, 24, enfrenta novamente o Internacional, no Estádio da Zona Sul, em Santo Angelo. 

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí
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