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Presidente da Ocergs alerta sobre falta de prestação de contas da Cotrijuí

29 de janeiro de 2018

A Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul, Ocergs, espera maior clareza da direção liquidante da Cotrijuí quanto à prestação de contas em relação ao trabalho que é desenvolvido. Durante entrevista hoje pela manhã na Progresso, o presidente da entidade, Vergilio Perius, disse que na fase de liquidação as cooperativas devem apresentar relatório de atividades a cada seis meses.

Porém, isso não ocorre em relação à Cotrijuí, visto que a Ocergs não recebeu a documentação com as ações efetivadas para recuperar a situação financeira da cooperativa. Vergilio Perius enfatizou que a situação de armazenagem é um dos quesitos que demenda atenção da Ocergs, pois a Cotrijuí tem grande capacidade de estocar grãos.

Ele observou que mesmo em liquidação é possível uma cooperativa ter lucros, como é o caso da Cotrimaio. Na mesma entrevista na RPI, Perius esclareceu que mesmo com redução de associados ativos na Cotrijuí, esses sócios são os donos da cooperativa e devem decidir os rumos. Porém, a Ocergs não tem ata como os associados se comportaram.

Vergilio Perius ainda acrescentou que é fundamental a direção liquidante negociar com os credores, pois isso manifesta interesse na melhoria e abre possibilidade para reduzir valores dos débitos. Na última sexta-feira o Ministério Público realizou operação conjunta com a Polícia Civil nas unidades da Cotrijuí, com o cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão.

O mesmo trabalho foi efetivado em residências de investigados em 16 municípios, especialmente Ijuí e região. Houve recolhimento de materiais de informática e documentos. Segundo o Ministério Público, a operação apura uma série de delitos que, supostamente, são cometidos por uma organização criminosa que integra os quadros da cooperativa.

Nesse âmbito se incluem apropriação de grãos pertencentes aos cooperados, adulterações de documentos e uma série de fraudes destinadas à obtenção de proveito econômico em prejuízo da instituição. Para a reportagem da RPI, o presidente liquidante da Cotrijuí, Eugênio Frizzo, disse que a direção analisa formas de seguir com a administração da instituição, após a operação do Ministério Público.

Ele destacou que o momento é bastante delicado e confirma um ambiente muito tumultuado na vida da cooperativa. Segundo Frizzo, agora a preocupação, acima de tudo, é preservar a instituição.

 
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