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Presidente do Sindicato Rural de Ijuí considera positivo valor de recursos do Plano Safra, mas questiona taxa de juro

19 de junho de 2019
Ércio Eickhoff é reeleito para presidência do Sindicato Rural de Ijuí

O Plano Safra 2019/2020 vai disponibilizar 225 bilhões, 590 milhões de reais, conforme anúncio feito ontem pelo governo federal. O valor é um pouco superior ao Plano Safra 2018/2019. Somente para crédito rural são 222,74 bilhões de reais, divididos em 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização.

Outros 53 bilhões, 410 milhões de reais se destinam para investimento, 1 bilhão para seguro rural e 1 bilhão, 850 milhões de reais para apoio à comercialização. Beneficiários do Pronaf terão 31 bilhões, 220 milhões de reais à disposição para custeio, comercialização e investimento.

O governo também assegurou a verba para investimento na recuperação de áreas degradadas, cultivo protegido, armazenagem, tanques de resfriamento de leite e energia renovável. O governo federal ainda reservou 500 milhões de reais para construção ou reforma de moradias de agricultores familiares.

Para o médio produtor, os recursos para o Pronamp tiveram acréscimo de 6,46 bilhões de reais a mais. Haverá ainda a possibilidade de financiamento de assistência técnica ao médio produtor, inclusive aos pecuaristas, nas operações de crédito.

As taxas de juros serão de 3% e 4,6% ao ano para pequenos produtores, participantes do Pronaf; 6% para médios agricultores, inscritos no Pronamp; e de 8% para demais produtores. Nas linhas destinadas a investimentos, os juros cobrados irão variar de 3% a 10,5% ao ano. 

Ao avaliar o Plano Safra 2019/2020 do governo federal, o presidente do Sindicato Rural Patronal de Ijuí, Ércio Eickhoff (foto), disse que haverá dinheiro suficiente, porém é preciso fazer com que todos os produtores tenham acesso a esses recursos.

Ércio Eickhoff entende que a taxa de juros de 8% para o grande agricultor ficou um pouco alta, até porque se contabilizar o custo bancário, seguro e outros, geralmente esse valor sobe mais 2 a 3%, o que também ocorre para demais faixas de produtores.

Além disso, o presidente do Sindicato Rural de Ijuí observa que para a agricultura não é só importante volume de recursos para financiamentos, mas também melhoria de preço pago ao produtor na venda dos produtos, o que vai significar mais investimentos nas propriedades.

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Fonte: Rádio Progresso de Ijuí

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